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Crítica: “A Freira”


Para quem gosta de terror, a franquia “Invocação do Mal”, além de ser bem consistente, traz personagens ricos e assustadores, como Annabelle e Valak. Esse último, por exemplo, chegou a arrancar os cabelos de muitos fãs durante “Invocação do Mal 2”, lançado em 2016. Enquanto a boneca já ganhou dois filmes próprios, a religiosa demoníaca estreia agora nos cinemas com “A Freira” e, assim como a “colega”, com uma história pouco cativante e morna.

Nela, uma moça comete suicídio em um convento no interior da Romênia, o que deixa todo mundo no vilarejo perplexo. Incomodado com a situação, o Vaticano manda para investigar o caso o padre Burke (Demián Bichir), que leva consigo a jovem Irene (Taissa Farmiga), uma bela noviça que está prestes a fazer os votos para seguir o caminho religioso.

Chegando no local, a dupla descobre que o lugar, além de sombrio, é cercado por uma presença maligna, o que deixa tudo mais estranho. Infelizmente, a partir daí a trama não embala como deveria e deixa de empolgar, como sugeria os trailers. Isso porque o longa não proporciona momentos tão assustadores quanto o material de divulgação prometia.

As passagens até chegam a ser tenebrosas, mas ao mesmo tempo são previsíveis, ou seja, aquele momento inesperado, que faz o espectador levantar da poltrona com medo, não acontece. E isso é ruim pois, além de deixar claro o que vai acontecer, faz com que a trama fique mais arrastada e cansativa. O filme dura aproximadamente 1h40min, mas a sensação é de que a obra tem mais de 2h30min.

Dentro de uma franquia de destaque de terror (os dois “Invocações do Mal” são bons e consistentes), “A Freira” tem até uma história com nexo e sombria (é melhor do que “Annabelle 2: A Criação do Mal”, pelo menos), mas não consegue se destacar por si só e deixa aquele gostinho de que podia entregar bem mais, o que é triste já que faz parte de um universo interessante e envolvente.

Por Pedro Tritto – Colunista CFNotícias