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Crítica: A Poucos Passos de Paris


Dirigida por Virginie Verrier, a comédia francesa “A Poucos Passos de Paris” (À 2 heures de Paris) estreia no streaming Cinema Virtual, nesta quinta-feira (18 de março).

Na história, Sidonie (Erika Sainte) é uma jovem aeromoça que cria sozinha Lolo (Matilda Marty-Giraut), sua filha de 15 anos que deseja descobrir a identidade do pai.

Em um esforço para satisfazer a vontade da adolescente, a moça volta para a sua cidade natal com a missão de resolver o mistério, pegando fios de cabelo de cada candidato.

Entre eles, estão um mecânico melancólico, um ex-jogador de futebol local, um médico mulherengo, um playboy entediado e um dono de boate romântico. Com esses cinco homens possíveis, a protagonista passa a encarar suas memórias do passado, tendo encontros inesperados e conversas importantes com os ex-parceiros.

Quem lê esse resumo, talvez perceba semelhanças com “Mamma Mia”, que tem Sophie (Amanda Seyfried) querendo descobrir a identidade do pai e, por isso, convida os candidatos (três no caso) para o seu casamento. Mas o longa francês parece menos atraente que o musical.

E não é só por causa da ausência dos hits da banda Abba. É também por causa da trama, que se apresenta de maneira rasa, tanto que o roteiro não se aprofunda em pontos importantes, fazendo com que o espectador não crie empatia com os personagens, principalmente com os potenciais pais.

Vemos poucas cenas com cada um deles, o que é ruim, afinal de contas, dessa forma o público não conhece muito os detalhes dos envolvidos, além de não conseguir torcer para que um deles seja realmente o pai de Lolo.

O enredo do filme até é interessante, mas peca por não trazer um fio condutor consistente, o que pode ser considerado cansativo para alguns.

por Pedro Tritto – Colunista CFNotícias

*Título assistido via streaming a convite da Elite Filmes.