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Crítica: A Rebelião


Se tem uma coisa que o thriller de ficção científica de Rupert Wyatt (diretor, produtor e roteirista) tem é ambição. A Rebelião” (Captive State) conta a história de como as pessoas começam a viver depois de uma invasão extraterrestre e de como a sociedade se divide entre os que apoiam os alienígenas e os que são contra.

No entanto, apesar de parecer que Wyatt estava tentando sair da mesmice de tantos outros roteiros com esse tema, o resultado não fluiu da maneira correta. O longa tem muitas ideias, pontas e personagens, mas  nunca resolve ou foca em nada. Todas as ideias são jogadas no ar, e não há um desenvolvimento para elas. O enredo é retratado de maneira tão aleatória e complicada que se torna cansativo acompanhar.

O maior problema não é apresentar o conceito, mas como desenvolvê-lo e fechá-lo de maneira correta. Isso além do fato que o longa fala sobre extraterrestre, mas você mal os vê ao longo da exibição. Basicamente, algo que deveria ter sido bem explorado, é quase que totalmente descartada.

No entanto enquanto a fraqueza da obra é o enredo, em questões técnicas ela foi muito bem aproveitada. Os efeitos visuais são bons, os efeitos sonoros estão bem adaptados e a trilha sonora não deixa a desejar. Mas um filme não conquista somente por termos técnicos, apesar da grande importância deles.

Em seu elenco, temos nomes como Vera Formiga, Ashton Sanders, John Goodman e Kiki Layne, que interpretam personagens com relevância na história, mas que infelizmente não trazem atuações excelentes, pois não existem camadas de personalidades.

Em última análise, “A Rebelião” sofre em seu desenvolvimento e acaba em uma área mediana. Por mais que se respeite a ambição do diretor, ele simplesmente não é capaz de executar suas grandes ideias e conceitos de forma coerente. E isso não torna satisfatória a experiência após 111 minutos de exibição do filme.

por Amanda Mendes – especial para CFNotícias