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Crítica: “A Última Jornada”


“A Última Jornada” (The Last Boy), dirigido por Perry Bhandal, se passa em uma realidade distópica, onde o mundo está sob ataque de uma força que todos chamam de ‘O Vento’, capaz de matar instantaneamente qualquer ser humano.

O protagonista da história é Sira (Flynn Allen), um garoto que foi incumbido pela mãe doente, de encontrar um lugar especial, capaz de realizar os desejos das pessoas. Para se proteger, o menino porta um artefato capaz de dispersar a tal força misteriosa, além de contar com a ajuda de aliados que encontra pelo caminho.

O longa é inspirado nas obras do poeta e teólogo persa, Rumi, que é citado logo nos primeiros minutos da trama, e usado como referência em alguns trechos no decorrer da história.

A produção em si não é muito cativante, embora crie certa curiosidade no espectador em saber como tudo começou e qual será a solução para o problema. Também deixa a desejar em alguns aspectos, já que não esclarece perguntas essenciais para o entendimento dos fatos.

A obra não foge do que estamos habituados a ver em outros títulos voltados ao gênero de ficção, porém, é interessante observar o decorrer da história sendo realizado de forma simples, perfeitamente sincronizado com a fotografia do lugar, e sem a interferência de efeitos sonoros.

Outro ponto interessante para ser ressaltado, é a representação do vilão, que manipula e abusa de mulheres, utilizando não só o pretexto de as ajudar, mas colocando-se em uma posição supostamente intocável.

As cenas em que essas ações aparecem são curtas, mas a autonomia e a liberdade que o desfecho que aquela situação proporciona, servem como uma reflexão para assuntos que debatemos frequentemente.

O final pode não agradar a todos, já que a produção optou por deixar certo mistério no ar, e assim como no decorrer da história, a última cena faz referência a uma das citações de Rumi, apresentada no início do longa. Aparentemente, a trama não tem como objetivo dar grandes explicações, mas fazer com que o espectador embarque na mesma busca que o protagonista.

O drama está disponível nas seguintes plataformas digitais: NOW, Looke, Microsoft, Vivo Play, Google Play e Apple TV.

por Victória Profirio – especial para CFNotícias

*Título assistido via streaming, a convite da A2 Filmes.