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Crítica: Animais Fantásticos: Os Crimes de Grindelwald


Chega aos cinemas a segunda parte da nova obra ficcional e mágica da autora J.K. Rowling criadora da franquia de sucesso Harry Potter. Em Animais Fantásticos: Os Crimes de Grindelwald (Fantastic Beasts: The Crimes of Grindelwald) temos a retomada da saga no mundo dos bruxos com muito mais ação, emoção e magia por todo o lado.

Nesta sequência temos a volta de Newt Scamander (Eddie Redmayne), o grande bruxo e especialista em animais mágicos. Com sua maleta que abriga um mundo em seu interior ele sai em busca do terrível  Gellert Grindelwad (Johnny Depp), um mago das trevas horripilante, cruel e que não mede esforços para atingir seus objetivos. Somos levados desde os primeiros minutos de filme por um emaranhado de tramas diabólicas, feitiços mortais e amores destroçados.

Não gosto de comparações e não vou fazer isso agora, mas uma coisa preciso dizer: enquanto a saga Harry Potter é mais voltada para o descobrimento e inocência dos jovens bruxos, “Animais Fantásticos” é a fase adulta da bruxaria de J.K. Rowling, quando temos, finalmente, feitiços executados com maestria e destreza. Por isso disse que não podemos ficar comparando uma franquia com a outra, pois agora estamos no ‘mundo real da bruxaria’ e nem todos são bons e fazem o mal sem se importar com nada mais.

©2018 Warner Bros. Ent. Todos os direitos reservados
Direitos de Publicação de Wizarding World™ ©J. K. Rowling
Os personagens, nome e símbolos do Wizarding World™ são marcas comerciais e ©da Warner Bros. Entertainment Inc.

Grindelwad é um vilão que faria estremecer o próprio Valdemort. Na magistral atuação de Depp o personagem ganha vida própria e tive medo por minha vida várias vezes durante a exibição do filme – é sério, o cara é muito ruim. Tão ruim que aconselho a prestarem atenção logo no início quando ele aparecerá e cometerá uma grave atrocidade com um personagem inédito, até aqui (não é spoiler, mas uma dica para ficarem de olho).

Aliás, se eu fosse vocês, caros leitores, fugiria correndo de qualquer spoiler, pois esta produção deve ser vista sem nenhuma noção do que vai acontecer, é um verdadeiro deleite apreciar o desenrolar da história e ligar os pontos e citações que vimos nas produções do menino bruxo Harry. Pontas soltas são explicadas e teorias conspiratórias começam a se formar em nossas mentes (estou até hoje tentando resolver uma questão que só em 2020 poderei ter certeza, socorro).

©2018 Warner Bros. Ent. Todos os direitos reservados
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Os personagens, nome e símbolos do Wizarding World™ são marcas comerciais e ©da Warner Bros. Entertainment Inc.

Temos a volta do pequeno Pelúcio, o animal fantástico mais engraçado e escorregadio de todos e uma nova leva de personagens que farão você ir do riso ao choro em questão de segundos. As passagens de tempo e cenários são feitas magistralmente e temos a nítida sensação de estarmos presentes de corpo e alma em todos os eventos.

Quem disser que o roteiro é fraco, talvez devesse rever com calma suas opiniões, antes de falar qualquer coisa – pode não ser um texto de Oscar, mas é muito bem escrito e amarra todos as situações que darão a continuidade da trama até atingir seu ápice, o que possivelmente fará muita gente optar por ver o longa mais de uma vez no cinema.

Eu vou parar por aqui, caso contrário posso acabar cometendo um erro e contar algo que não devia. Então, pegue sua varinha mágica, sua capa, sua vassoura e voe até o cinema mais próximo.

por Clóvis Furlanetto – Editor CFNotícias e correspondente do Profeta Diário

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