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Crítica: Annie


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Filmes inspirados em musicais possuem todos os elementos para serem obras de sucesso estrondoso ou de um fiasco total. Por essas e outras, a escolha do elenco precisa ser minuciosa, feita a dedo. As canções que serão interpretadas necessitam de revisão e de uma boa voz, e não menos importante, o ator deve encarnar de corpo e alma o papel. No filme ‘Annie’ vemos pouco dessas características em ação e por isso, podemos classificá-lo como ‘meio termo’.

Annie (Quvenzhané Wallis) é uma garotinha que foi abandonada pelos pais e que se encontra sob a custódia da nem tão malvada assim Srta. Hannigah (Cameron Diaz). Na procura incessante pelos seus entes queridos, Annie vê sua vida dar uma reviravolta quando é salva de um acidente por um cara extremamente rico, egocêntrico e sozinho que está concorrendo às eleições da cidade, o Sr. Stacks (James Fox, que só me faz lembrar de como foi maravilhosa a sua atuação em Django Livre). Começa aí uma bela história de cumplicidade entre pessoas que de tão diferentes, se completam.

O longa é repleto de graça, no qual você é cativado por Annie e sua falta de papas na língua, até o instante em que ela ou qualquer outro personagem começa a cantar. A partir daí o espectador não sabe se cobre os ouvidos, se olha para a tela pedindo aos céus para que a cantoria acabe o mais breve possível ou qualquer outro ato parecido.

Diferentemente de “Os Miseráveis” (2013), resolveram dublar o filme por inteiro, até as canções, nesse sentido o espectador pode se sentir decepcionado, ou até mesmo lesado, ao ir assistir a trama. Sem meio termo, não ficou legal.

O filme entra em cartaz neste dia 12 e se não tiver nada para fazer, ou estiver sem tempo, mas mesmo assim quiser ao cinema assistir algo diferente, é uma boa pedida.

por Fernanda Ravagi – Especial para CFNotícias

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