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Crítica: Antígona


Candidato canadense ao Oscar de 2020, o filme “Antígona” (Antigone) chega aos serviços de streaming do Cinema Virtual, nesta quinta-feira, 27 de agosto. Assim como na famosa tragédia grega, em que a personagem título tenta vencer a injustiça salvando seu irmão da prisão, o longa traz um olhar moderno para temas fundamentais para os dias de hoje, como injustiça, relação familiar e intolerância entre as pessoas. E isso é ótimo!

É ótimo porque tudo o que surge para nos incentivar a dialogar, trocar ideias de maneira respeitosa e refletir tudo o que estamos passando em 2020 é bem-vindo.

Na história, Antígone (Nahéma Ricci) é uma adolescente que vive uma vida pacata com sua família em Montreal. Tudo começa a virar de cabeça para baixo quando o seu irmão mais velho, Etéocle (Hakim Brahimi), é injustamente assassinado pela polícia durante a prisão de seu outro irmão, Polynice (Rawad El-Zein), um traficante local.

Com um parente morto e outro preso, e tendo que ver ambos serem ameaçados de expulsão do Canadá, a jovem se desespera e bola um plano mirabolante para tirar seu irmão da cadeia. É aí que as coisas se complicam, já que ela é descoberta pelas autoridades e passa também a ser julgada por cúmplice de Etéocle.

Tirando o início, em que temos uma apresentação arrastada dos personagens (aliás esse é o ponto mais negativo do longa), a história se desenvolve num ritmo bom, ou seja, de uma forma que prende a atenção do espectador. As cenas do tribunal da protagonista são boas, pois são elas que apresentam diálogos interessantes e pertinentes para a trama.

Para quem curte filmes de tribunal, “Antígona” é uma boa opção. Claramente com um orçamento bem mais baixo do que muitas produções hollywoodianas, o longa é muito bem feito, com cenas emocionantes e uma história interessante e bastante pertinente para os dias atuais.

por Pedro Tritto – Colunista CFNotícias

*Título assistido via streaming, a convite da Elite Filmes