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Crítica: As Agentes 355


Filmes de espionagem em Hollywood são sempre algo recorrente e que nunca sai de moda. Alguns caem em um limbo de esquecimento por entregar a mesma fórmula batida, enquanto outros tentam inovar.

“As Agentes 355” (The 355), dirigido por Simon Kinberg, tem cenas de ação praticamente do começo ao fim e gira em torno da premissa de haver uma arma ultrassecreta capaz de acessar qualquer sistema na rede de informática do mundo e que está prestes a cair na mão de um grupo de mercenários, enquanto agências de serviço secreto tentam recuperá-la.

O longa que tenta inovar trazendo o protagonismo a mulheres, que antes eram apenas deixadas de lado ou transformadas em interesses românticos neste tipo de produção, acaba caindo na mesma fórmula batida, algo que pode não empolgar a todos.

Muitas estruturas de outros títulos de espionagem aparecem aqui, a exemplo do “O Agente da U.N.C.L.E.”, como em cenas de ação e enredo. Mas, o que definitivamente faz o filme valer a pena são as atuações de Jessica Chastain (interpretando a agente da CIA, Mason Browne), Diane Kruger (no papel da agente alemã Marie), Lupita Nyong’o (vivendo a ex-agente do MI6, Khadijah Adiyeme) e Penélope Cruz (no papel da psicóloga colombiana Graciela Rivera) que funcionam muito bem juntas, correspondendo à difícil tarefa de uma narrativa com tantas personagens.

Ainda que o enredo não empolgue tanto, principalmente com reviravoltas previsíveis, os cenários montados em diversos locais no mundo como Paris, Xangai e Marrocos enchem os olhos com uma filmagem bem-feita.

Em resumo, “As Agentes 355” apresenta um final para uma potencial franquia, mas que talvez não tenha fôlego no cinema, por poucas inovações, mesmo com o elenco em peso que representa – e muito – as mulheres. É um filme de ação/espionagem que vale a pena ser visto, mas que não será lembrado como marcante no gênero.

por Artur Francisco – especial para CFNotícias

*Título conferido em Cabine de Imprensa promovida pela Diamond Films.