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Crítica: Canções de Amor


Brindando-nos com um romance adorável e agridoce, “Canções de Amor” (Daffodils) se inspira em uma história real para construir sua trama, porém o filme brilha em sua narrativa, que usa reimaginações de grandes sucessos musicais da Nova Zelândia para contar sua história.

Na trama acompanhamos o desabrochar do romance entre Eric (George Mason) e Rose (Rose McIver) – a história do casal é contada por sua filha Maisie (Kimbra Lee Johnson). Após ter que deixar seu pai desenganado em uma cama de hospital, a moça corre para se apresentar em um show, e, cada música tocada de seu repertório, contará uma parte da história de seus pais.

O filme se inicia na década de 1960, com o casal se conhecendo, se apaixonando e vivenciando junto as descobertas e crises que cada fase de um relacionamento traz consigo.

Conforme a história avança, as décadas vão passando e além de conhecer um pouco mais sobre a história dos protagonista, também testemunhamos grandes eventos históricos que ocorreram no mundo e como eles se repercutiram nas políticas e na população da Nova Zelândia.

Na grande parte de seu primeiro ato, a trama é agradável e engraçada, abordando problemas mais característicos, como passagem da adolescência para a vida adulta. Porém, conforme a narrativa avança, questões mais complexas são abordadas, como o papel que a sociedade impõe à mulher e o amadurecimento tardio dos homens.

O elenco da produção que está disponível no Cinema Virtual se mostra muito bem selecionado, no entanto o destaque vai para George Mason e Rose Mclver como Eric e Rose. A química entre eles é notória e, apesar dos vários obstáculos que o casal enfrenta no decorrer da história, não conseguimos deixar de torcer por eles.

A trilha sonora é uma questão à parte: o filme basicamente gira em torno das músicas selecionadas. Infelizmente não sou grande conhecedor da indústria musical neozelandesa e acabei pesquisando as versões originais: todas elas são belíssimas e chega a ser impressionante como as letras se encaixam tão perfeitamente ao momento em que elas são inseridas na trama.

Diferente de outros musicais, “Canções de Amor” inova em transformar a música em sua narradora. Provavelmente quem cresceu ouvindo esses hits na Nova Zelândia terá um apego emocional com a história muito maior, entretanto, tanto a trama quanto a narrativa conseguem quebrar essa fronteira e tornar o filme em um ótimo entretenimento para qualquer amante de cinema e da música.

por Marcel Melinsky – especial para CFNotícias

*Título assistido via streaming, a convite da Elite Filmes.