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Crítica: Carros 3


“CATCHAAAAUUU”! Chegou a hora de ver “Carros 3”, o que significa que Relâmpago McQueen mais uma vez tenta arrepiar nas pistas e mostrar porque é o grande campeão da Copa Pistão. E a boa notícia é que o terceiro capítulo da jornada do corredor não é decepcionante como o antecessor, lançado em 2011. Que bom!

Dessa vez, podemos ver novamente corridas emocionantes, provocações divertidas entre os rivais, além de refletir sobre um tema que assusta qualquer profissional (não somente os atletas de alto nível): saber a hora de parar e se reinventar. E é justamente esse debate a grande sacada da animação.

Na história, McQueen, depois de se tornar um dos maiores pilotos do seu tempo, começa a perceber que está ficando para trás com a chegada de novatos bem mais velozes. O concorrente que mais incomoda o protagonista é o arrogante Jackson Storm, que treina com um equipamento altamente moderno e que alcança brincando mais de 300Km/h.

O fato é que as coisas pioram de vez para o carrinho vermelho quando ele se envolve em um acidente violento que o tira da temporada e ameaça a sua carreira que está caminhando para o fim. Depois de ficar quatro meses depressivo, McQueen retoma o seu caminho ao conseguir um novo patrocinador. Com a ajuda de sua nova treinadora, Cruz Ramirez, ele tenta se adequar à modernidade para poder competir e continuar como um verdadeiro campeão.

Do início ao fim, a trama tem um bom ritmo, o que é uma vantagem em relação ao seu antecessor. Em contrapartida, os personagens de Radiator Springs têm participações menores se compararmos os longas anteriores, o que é uma pena. Sally, que no início se torna a grande parceira de McQueen, agora ganha pouco destaque, assim como Mate. Claro que em “Carros 2” o simpático guincho não deu conta de ser o protagonista (essa não deveria ser sua função), mas poderia ter uma função maior na história e não apenas a de contar piadas para motivar o melhor amigo.

Em todo o caso, se analisarmos o conjunto da obra, “Carros 3” é agradável e um filme de esporte maduro, já que fala sobre temas delicados e importantes, como o processo de envelhecimento. Se trocarmos os carros por humanos, dá para associar a jornada de Relâmpago McQueen com as de muitos atletas profissionais. Agora aperte o cinto, prepare a pipoca e corra para o cinema. “CATCHAAAAUUU”!

Por Pedro Tritto – Colunista CFNotícias

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