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Crítica: Christopher Robin – Um Reencontro Inesquecível


A grande estreia desta semana “Christopher Robin – Um Reencontro Inesquecível” (Christopher Robin), cujo título em um primeiro momento nos remete a algum longa do tipo drama romântico, é na realidade a história cativante e cheia de ternura da volta a nossa infância pela emocionante descoberta de sentimentos que há muito haviam sido esquecidos pelo Ursinho Pooh e sua turma.

Alguns podem se perguntar ou mesmo afirmar que então se trata de mais uma animação destinada ao público infantil e a resposta é sim e não. Sim, pois deve ser visto pelo público infantil e por quem ainda carrega sua criança interior e cresceu com as singelas e puras histórias deste magnífico urso e seus amigos; e não porque é um filme em estilo live action com atores contracenando com personagens gerados pelos mais avançados conceitos de animação, o que nos proporciona uma mescla perfeita entre realidade e fantasia.

É um filme em que o espectador irá chorar da primeira à última cena e não porque a obra é simplesmente um drama de rasgar o coração, mas porque somos pegos em um turbilhão de emoções que vão da amizade mais pura e sincera à separação inevitável e que nos arrasta por uma incrível sensação de perda, encontro, reencontro e amor incondicional.

Em minha opinião, os adultos terão melhores condições de apreciar a produção em sua totalidade, da beleza visual à mensagem na trama, mas é claro que as crianças ficarão encantadas com as peripécias e aventuras de Pooh, Tigrão, Leitão, Ió, Can, Guru, Corujão e Coelho, em uma transposição magistral das páginas dos livros para as telas dos cinemas.

Nesta história o pequeno Christopher Robin (interpretado na primeira fase por Orton O’Brien e depois por Ewan McGregor) está de partida do mundo mágico Bosque dos Cem Acres e toda a turma está triste, afinal, sua ida definitiva representa a fase em que deixa de ser criança para se tornar um adulto e receber suas responsabilidades adequadas. Com o tempo e mesmo com a promessa de nunca esquecer seus amigos, o garoto cresce, constitui família e trabalha em uma fábrica onde trabalha muito e recebe pouco.

E seus sonhos de menino ficam no passado até que um fato inusitado desperta sentimentos enterrados em sua alma. É quando Pooh percebe que seu amigo precisa de ajuda e com sua turma parte para Londres, onde vivem incríveis aventuras e travessuras para salvar não só Christopher, mas a infância e inocência de todos nós, adultos, que em um momento ou outro esquecemos que a amizade pura é a melhor forma de expressar nossas emoções e  sentimentos. Ela é que poderá salvar nossas pobres almas entorpecidas pela opressão de um mundo no qual “ser adulto” representa deixar de sonhar, acreditar e brincar.

Roteiro maravilhoso, interpretações sensíveis e locações impecáveis que nos remetem exatamente a um momento do tempo pós 2ª Grande Guerra Mundial onde nossos aparatos tecnológicos não existem e não somos distraídos por olhares em smartphones com telas brilhantes e suas incansáveis mensagens vazias de conteúdo.

Um filme para a família e para aqueles que desejem curtir sozinhos essa experiência de mergulho em uma viagem ao centro da alma pura e cristalina de nossa criança esquecida nas brumas de um tempo em que éramos mais felizes. Quem sabe, inspirados pela obra, possamos trazer de volta estes momentos emocionantes.

por Clóvis Furlanetto – Editor

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