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Crítica: Cinquenta Tons de Liberdade


Acabou a trilogia “Cinquenta Tons”. Depois de três filmes (o primeiro lançado em 2015 e o segundo em 2017), a história de Anastasia Steele (Dakota Johnson) e Christian Grey (Jamie Dornan) se fecha de forma até que aceitável para quem gosta de romance. Sim, “Cinquenta Tons de Liberdade” não é uma tragédia (é o melhor entre os três longas). No entanto, é bom que se diga, também não é a maior maravilha do mundo. Longe disso.

Após bater cabeça principalmente com diálogos cafonas, agora o diretor James Foley (o mesmo de “Mais Escuros”), dentro dos vários tons de cinza que a franquia tem no nome, certamente encontrou o mais adequado para narrar o final feliz do casal protagonista. As falas saem de maneira mais natural e sem aquela preocupação de causar impacto no espectador. Ainda bem!

Em contrapartida, o longa é vítima dos mesmos problemas dos seus antecessores: o ritmo. Tudo parece acontecer rápido e isso é ruim, pois faz com que fatos importantes da história, como detalhes sobre a mãe biológica de Christian e a rivalidade entre o milionário e Jack Hyde (Eric Johnson), o ex-chefe de Anastasia, sejam expostos de maneira superficial e sem a atenção adequada.

E as cenas de sexo? Estão bem feitas e bem filmadas, afinal de contas, Dornan e Johnson parecem bem entrosados a cada beijo e a cada movimento ousado que aparece na relação. Para se ter ideia, é até admirável ver como Anastasia está bem mais à vontade com os gostos peculiares do parceiro, a ponto de mandá-lo parar e repensar algumas atitudes.

Na trama, os dois se casam e se preparam para ter uma vida feliz e romântica. Tudo parece bem, já que os planos são construir uma casa no campo e fazer viagens glamorosas. No entanto, tudo começa a ser ameaçado quando percebem que Jack Hyde quer se vingar por causa dos episódios em “Cinquenta Tons Mais Escuros”.

A partir daí, Cristian fica obcecado em proteger a amada e tenta descobrir mais detalhes da vida do sujeito. Enquanto isso, Anastasia tenta se adaptar ao novo estilo de vida e lidar com os novos desafios que aparecem pelo caminho.

Se você acompanhou a trajetória da franquia desde o início, com certeza deve gostar de “Cinquenta Tons de Liberdade”, mesmo com as mudanças comuns que existem quando uma obra literária vai para o cinema, afinal de contas, estamos falando de um desfecho satisfatório para esse universo criado por E.L. James.

Por Pedro Tritto – Colunista CFNotícias

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