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Crítica: Cinquenta Tons Mais Escuros


Quando E.L. James lançou as primeiras páginas de “Cinquenta Tons de Cinza”, a história logo se tornou um fenômeno mundial, afinal de contas, mexeu fortemente com os fetiches e fantasias sexuais de várias pessoas, principalmente mulheres. Isso é fato consumado.

No entanto, no cinema a franquia ainda não atingiu esse patamar, mesmo com a ótima bilheteria do longa de 2015 (faturou aproximadamente US$ 570 milhões mundialmente), e a sequência, “Cinquenta Tons Mais Escuros”, nos mostra isso. O problema não é a história criada por James e, sim, a maneira que ela é contada na tela. Tudo porque o filme agora dirigido por James Foley (Sam Taylor-Johnson deixou o posto) possui várias falhas. Em resumo: ele não passa a sensualidade necessária e ainda possui vários furos de roteiro.

O que mais incomoda são os erros de continuidade. Como um sujeito, por mais que seja o Cristian Grey (Jamie Dornan), cai de um helicóptero no meio de uma floresta e aparece segundos depois de ser dado como desaparecido, sem lesão e 100% disposto para uma maratona de sexo com a amada? Sem contar que a tal floresta fica bem longe de Seattle, cidade em que vive. Pois é, esse é só um dos exemplos. Infelizmente há mais erros espalhados pelo filme.

A trama começa com o Sr. Grey sonhando com sua mãe sendo violentada. Em seguida, vemos o galã sentindo falta de Anastasia Steele (Dakota Johnson), moça que o deixou após os acontecimentos de “Cinquenta Tons de Cinza” e arranjou um emprego em uma editora importante.

Depois de encontrá-la em uma exposição de fotos, ele a leva para jantar e a convence em retomar a relação que tinham antes. No entanto, agora é ela quem quer comandar as ações e seu desejo é não ter mais regras, contratos ou segredos entre eles. A partir daí, Cristian se abre aos poucos para a jovem, o que o faz revelar segredos íntimos que até então pareciam estar controlados.

Para não dizer que o filme é somente erro atrás de erro, ele supera seu antecessor no quesito ritmo. Agora, a história é contada de maneira mais detalhada, o que deixa seu andamento mais firme e não tão acelerado como na obra de Taylor-Johnson. Além disso, a sintonia entre Dornan e Johnson nas cenas parece estar melhor, ou seja, é possível criar empatia e torcer pelo sucesso do casal.

Infelizmente, as virtudes param por aí, já que as sequências de sexo chegam a ser cafonas, muito por causa de alguns diálogos entre Cristian e Anastasia que destoam do tom sedutor que a situação exige. Que pena! Dessa forma, “Cinquenta Tons Mais Escuros” perde sua sensualidade, deixando-o longe de se tornar uma grande referência, algo que poderia ser no universo das histórias de amor.

Por Pedro Tritto – CFNotícias

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