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Crítica: Círculo de Fogo


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Chega aos cinemas uma das estreias mais aguardadas (pelo menos por mim) deste ano: Círculo de Fogo (Pacific Rim) chega com muita ação e aventura e o melhor de tudo – Robôs Gigantes contra monstros colossais.

Vamos ao que interessa, por favor, não achem que sou parcial, mas é muito complicado não ficar empolgado com uma história que remete ao tempo de minha infância com lutas sensacionais de heróis como Ultraman, Ultraseven e tantos ultras que fizeram parte de minhas brincadeiras e tardes em frente a televisão.

Claro que a produção de Círculo de Fogo nem de longe lembra os figurinos medonhos destes combatentes de monstros de 1966 e chegou a terras tupiniquins em 1980. Era possível ver o zíper da fantasia do ator e os aterrorizantes animais pré-históricos eram pura borracha.

Em Pacific Rim os Kaijus (nome dado aos terríveis monstros) invadem a Terra, não pelo espaço, mas sim por uma fenda dimensional no Oceano Pacífico. Depois de muito custo os humanos conseguem derrotar o primeiro desses seres gigantescos, infelizmente era apenas um de muitos e as nações do mundo se unem para construírem armas que possam derrotar de uma vez os vilões.

Surgem os Jaegers (Robôs Gigantes), que são controlados simultaneamente por dois pilotos cujas mentes estão ligadas por uma ponte neural. A partir deste momento a guerra começa a virar para o lado da humanidade e a cada vitória uma nova esperança. O problema começa quando os Kaijus começam a revidar e derrotar boa parte da tropa de soldados de ferro, agora algo precisa ser feito ou a extinção será o próximo passo.

Círculo de Fogo não deve ser visto para analisar roteiro, pois é uma trama simples sem a necessidade de grandes diálogos, o que nos interessa são as lutas colossais entre os Jaegers e os Kaijus. Claro que há muitas situações em que a interação dos personagens e suas falas dão o tom da história e nos fazem refletir em como somos pequenos perto da monstruosidade que pode nos atacar a qualquer momento.

Os efeitos especiais são ótimos, temos a nítida sensação que estamos dentro do filme, lutando contra os monstros e não senti a presença da computação gráfica, é possível acreditar que é real. Apenas o 3D me decepcionou, não achei que foi espetacular, mas nada que desagrade totalmente.

Os personagens principais são o foco de toda a trama, mas os secundários são os melhores em termos de escape de humor dentro da tensão gerada. Não deixem de acompanhar um dos cientistas do projeto dos Jaegers quando precisa da ajuda de um personagem não tão certinho e ético e este mesmo “vilão” terá um papel fundamental na última cena do filme, por isso não saia correndo.

Faça sua conexão neural, tire seu Robô Gigante da garagem e vá até o cinema se divertir com uma aventura que faz muito tempo que não era produzida.

por Clóvis Furlanetto – Editor CFNotícias

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