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Crítica: Convenção das Bruxas


Chega aos cinemas o filme “Convenção das Bruxas” (Roald Dahl’s The Witches) do diretor Robert Zemeckis, baseado no livro escrito por Roald Dahl, estrelado por Anne Hathaway e Octavia Spencer e que promete muita magia e diversão.

Normalmente sou contra remakes, ou seja, refilmagens de clássicos antigos, pois na grande maioria das vezes não ficam bons e perdemos muito da história original na adaptação para dias mais atuais. Mas, neste caso, Zemeckis com sua maestria de sempre, conseguiu captar a essência do livro e colocar de maneira a nos cativar e transportar para uma narrativa concisa e simplesmente mágica.

Na trama temos a triste história do menino órfão interpretado por Jahzir Bruno, que vai viver com sua avó (Octavia Spencer), após a trágica morte de seus pais em um acidente de carro. É quando descobre que o mundo é muito mais sombrio do que imaginava, pois existem bruxas más que odeiam crianças.

Para tentar evitar que seu neto seja prejudicado por alguma dessas feiticeiras do mal, sua avó o leva para uma viagem em um resort à beira-mar, mas por uma infelicidade do destino os dois acabam no mesmo local em que acontece uma reunião de diversas bruxas lideradas por sua grande Rainha Bruxa interpretada por Anne Hathaway.

Agora o jovem órfão e seus amigos Bruno (Codie-Lei Eastick) e Mary (voz de Kristin Chenoweth) precisam correr contra o tempo e as adversidades para impedir que todas as crianças do mundo sofram as consequências do mal que poderá prejudicá-las a qualquer momento.

São dois itens complicados ao se produzir um filme: fazer um remake – como comentei anteriormente – e adaptar um livro, pois temos o problema da interpretação dos personagens que raramente são idênticos aos imaginados pelos leitores, mas acredito que “Convenção das Bruxas” conseguirá agradar aos dois lados.

Ao lado de Kenya Barris, o roteiro foi desenvolvido pelo genial Guillermo del Toro (que não precisa de uma introdução aos seus trabalhos anteriores), que conseguiu transportar a essência do livro de Roald Dahl para as cenas e falas.

O filme original (bom e assustador) é de 1990 e foi estrelado por Anjelica Huston e grande elenco, mas, em minha opinião, a nova produção é a que mais se aproxima da ideia original do autor Dahl – que inclusive à época do lançamento da primeira versão, pediu que seu nome fosse retirado dos créditos, pois não gostou do resultado final.

Nesta reimaginação, Robert Zemichs criou uma obra de fantasia com requintes de magia e, com as atuações sensacionais de Anne Hathaway e Octavia Spencer, temos uma reveladora trama e um momento da história americana da década de 1960 retratado de maneira primorosa.

Não tenha medo de ir ao cinema, mas verifique se a sala escolhida segue as devidas recomendações de segurança, pois o verdadeiro terror está nas pessoas que não respeitam as normas para evitar o contágio pelo coronavírus.

por Clóvis Furlanetto – Bruxo Editor

*Título assistido em Cabine de Imprensa promovida pela Warner Bros. Pictures.