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Crítica: Dora e a Cidade Perdida


“Dora e a Cidade Perdida” (Dora and the Last City of Gold) é uma aventura que tem como base uma das séries animadas mais longevas na televisão, “Dora, a Aventureira”, produção original da Nickelodeon. Dirigida por James Bobin, a adaptação em live-action chega aos cinemas com a missão (à primeira vista, complicada) de tornar o já clássico desenho em filme e também atualizar a trama.

O longa começa apresentando ao público uma pequena Dora com seis anos (vivida por Madelyn Miranda), que mora com os pais Cole (Michael Peña) e Elena (Eva Longoria) em plena selva no peru. Com um salto de dez anos no roteiro, vemos Dora adolescente (Isabela Merced), agora moradora de Los Angeles e tendo que enfrentar novos desafios, como a inclusão em uma escola regular pela primeira vez em sua vida. Para isso, contará com a ajuda de seu primo Diego Jeffrey Wahlberg, também personagem regular da série televisiva.

Claramente voltado para o público infantil, surpreendentemente, o filme também não faz feio com o público adulto. É verdade que há algumas derrapadas no roteiro escrito por Nicholas Stoller e Matthew Robinson, mas ainda assim, o resultado é bem executado, tanto no período que Dora passa na selva de pedra (representada pela cidade de Los Angeles), quanto na aventura de fato vivida na Amazônia peruana.

A trama tem o mérito de fazer jus às características clássicas da animação, como a famosa quebra da quarta parede, mas de uma forma que não causa um total estranhamento a um público desavisado ou que não conhece a obra na qual o longa se baseia. Além disso, conta com uma ótima interpretação de Isabela Merced, bastante convincente no papel da protagonista na fase da adolescência.

Distribuído pela Paramount Pictures, “Dora e a Cidade Perdida” é uma ótima pedida para uma sessão em família.

por Isabella Mendes – especial para CFNotícias