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Crítica: Em um Bairro de Nova York


Chega aos cinemas brasileiros a versão do musical da Broadway “Em um Bairro em Nova York” (In the Heights) que promete emoção, amor e muita música de excelente qualidade. Com uma coreografia magnífica e uma seleção musical totalmente adequada ao tema “caliente” da trama, é diversão garantida para os fãs do gênero.

Normalmente, quando escrevo sobre musicais é estranho citar a história base, pois, o que mais costuma interessar é a trilha sonora e a dramaticidade que se encontra em cada nota de suas canções, mas não deixarei você sem o fundamental dessa cativante obra cinematográfica.

Nela, somos apresentados ao dominicano Usnavi de La Vega (Anthony Ramos), dono de uma pequena loja de conveniência em Washington Heights, bairro que está sendo desintegrado com a saída de moradores e comerciantes, devido à temida (mas, aparentemente inevitável) gentrificação do local.

Com direção de Jon M. Chu, a narrativa é transmitida no período antes, durante e depois de um grande apagão de energia elétrica na cidade. Nesse meio conturbado, conheceremos personagens e histórias de dor, amor e superação. Tudo com muita música e emoção, é claro.

Usnavi é o personagem central que nutre uma paixão secreta por Vanessa (Melissa Barrera), que sonha em ser estilista e também ama o jovem latino. Entre encontros e desencontros do casal, acompanhamos a triste realidade do bairro e as lutas de quem nele mora.

Temos as lutas diárias pela sobrevivência, as desigualdades sociais extremas, as questões da imigração ilegal e suas consequências nos Estados Unidos. Assuntos sérios que são mostrados entre canções e danças que refletem os diversos estados de ânimos dos moradores do bairro da periferia de Nova York, que são, em sua maioria, de descendência latina – dominicanos, mexicanos, cubanos e porto-riquenhos.

O roteiro do longa ficou a cargo de  Quiara Alegría Hudes, autora do livro homônimo que, antes de chegar às telonas, foi levado aos palcos por Lin-Manuel Miranda, ator que segue fazendo parte do elenco desta nova versão, além de ser um dos compositores das canções originais.

Vá ao cinema com todos os cuidados necessários, e deixe-se levar pelo espírito latino, porque será missão impossível manter os pés quietos durante a exibição – lembrando que há uma cena pós-créditos, então, fique até o final.

por Clóvis Furlanetto – Editor

*Título assistido em Cabine de Imprensa promovida pela Warner Bros. Pictures.