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Crítica: Escape Room


Dirigido por Adam Robitel, o terror “Escape Room” foi cercado de comparações com “Jogos Mortais”, mas se diferencia em focar mais em cenas de tensão e suspense do que em gore ou violência gráfica.

No filme acompanhamos seis estranhos que recebem misteriosas caixas pretas com ingressos para uma partida de fuga imersiva, onde o ganhador pode receber dez mil dólares. A partir da primeira sala, em que as condições vão se tornando cada vez mais insalubres (para dizer o mínimo), os jogadores percebem que têm que, não só descobrir os enigmas das salas, mas também sobreviver.

Em um universo no qual muitos títulos do gênero possuem roteiro simplista, direção equivocada e atuações sofríveis, o longa surpreende por um roteiro coerente e boas atuações, além de uma boa concepção de arte – as salas são minunciosamente elaboradas e o telespectador fica admirado de fato. Não é um filme perfeito, mas é uma grata surpresa.

O roteiro de Bragi F. Schut e Maria Melnik é divertido e tenso em uma boa medida e o primeiro e segundo ato têm um bom andamento ao apresentar e aprofundar os personagens, ao mesmo tempo em que os colocam em situações cada vez mais tensas e complicadas. Algumas escolhas na trama surpreendem e há o uso de alguns plot twists, mas nada exagerado.

É evidente a vontade da produção de fazer uma continuação – a depender da bilheteria do primeiro, certamente – e de talvez se tornar uma franquia. Isso fica claro nos momentos finais em que a trama se estende um pouco mais do que deveria com a intenção de deixar um gancho para um próximo filme.

A dúvida é se seria necessária uma continuação, mas eu espero ser surpreendida mais uma vez. Uma boa pedida para quem quer curtir um longa despretensiosamente divertido com bons momentos de tensão.

por Isabella Mendes – especial para CFNotícias