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Crítica: Eu Sou Mais Eu


Hoje estreia a mais nova comédia nacional com uma temática muito complicada de se realizar, pois envolve viagem no tempo e este tópico precisa ter um roteiro muito bom para se evitar os furos de continuidade. A a produção Eu Sou Mais Eu consegue realizar seu propósito com maestria.

A trama não poderia ser mais simples e cativante (mesmo que alguns digam que é clichê). Temos como protagonista Camilla Mendes (Kéfera Buchumann), uma famosa cantora pop, intragável, detestável e má. Mas tudo está para mudar quando uma misteriosa fã (Estrela Straus) surge do nada e em um passe de mágica (ou não) envia a cantora de volta para o ano de 2004, para viver as dores e amores de uma adolescência conturbada.

Camilla deverá descobrir como voltar para o seu tempo correto e contará com a ajuda de seu grande amigo Cabeça (João Cortês), mas terá que enfrentar sua inimiga Drica (Giovanna Lancelotti), o bullyng de outros alunos e os problemas familiares que ela pensou ter deixado no passado – ou presente agora. Adoro tramas com paradoxos temporais.

Uma coisa que me surpreendeu é que o ano de 2004 que não parece estar tão longe de nossas vidas, foi uma época menos digital. Não havia tantos celulares e os existentes eram os mais simples possíveis. A Internet ainda era uma novidade, tínhamos apenas o Orkut como rede social digital e não vemos ninguém de cabeça baixa olhando para suas brilhantes telas de aparelhos móveis.

Como falei no início deste texto, o roteiro é muito bom e mantém a história sem perder o ritmo, o que se torna uma tarefa extremamente difícil para amarrar as nuances e segmentos que envolvam uma viagem no tempo que precise manter uma linha coerente. O diretor Pedro Amorim conseguiu unir duas épocas sem percebermos a transição realizada para a mudança no tempo.

Sobre as atuações quero destacar exatamente a de Kéfera que saiu de uma vida de youtuber para o estrelato e a cada nova produção podemos perceber sua evolução como atriz, ela atua de forma muito natural.

E por falar em facilidade, João Cortês é um ator mais do que nato, eu só o havia visto em comerciais para a TV e já gostava de sua naturalidade. No filme seu personagem “Cabeça” convence do início ao fim e temos a sensação de que ele lembra aquele amigo do colégio que todos já tivemos. Já Giovanna Lancelotti encarna a perfeita menina má do ensino médio com sua personagem Drica – que medo.

Agora é com você, vá ao cinema e tenha uma diversão única e do passado, ou será o presente, talvez o futuro?

Por Clóvis “Timelord” Furlanetto – Editor

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