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Crítica: “Halloween”


“Halloween”, mais um capítulo dessa saga tão vasta e longeva representa, antes de mais nada, um acerto de contas tanto da mais famosa final girl Laurie Strode (Jamie Lee Curtis) que está de volta, e muito bem preparada (para alegria dos fãs) quanto da própria franquia com o filme original.

A história se passa quarenta anos depois dos acontecimentos do primeiro longa, ou seja, do ataque de Michael Myers que deixou traumatizada Laurie Strode e definiu não só o resto de sua vida, mas também de suas descendentes, a filha Karen (Judy Greer) e a neta Allyson (Andi Matichak).

Na trama dois jornalistas se interessam em documentar a história de Michael Myers, descrito como o “mal puro” para um podcast. O personagem maligno está internado, ou melhor, encarcerado em uma instituição há quatro décadas e está prestes a ser transferido para Handonfield e tanto nós espectadores quanto Laurie já estamos preparados para o que há por vir.

O longa acerta em tratar bem a passagem do tempo e os efeitos do trauma na vida de Laurie, que passou a viver isolada e em constante estado de alerta. Mostra, também, os efeitos na relação com sua filha que logo cedo foi levada pela assistência social. Os efeitos também se estendem à neta, que tenta lidar com a relação de suas matriarcas e entender o que foi Myers em suas vidas.

A direção de David Gordon Green se mostra atenta aos mínimos detalhes, como na dublagem de Nick Castle, o ator original do serial killer em 1978, os diversos easter eggs e as homenagens ao primeiro filme presentes de diversas formas. O longa não só presta uma homenagem, mas também atualiza a trama, onde agora o assassino impiedoso que é Myers não mata só adolescentes lascivos, mas realmente todos e qualquer um que apareçam em seu caminho.

Também é muito bem apresentada a relação de Michael com sua máscara e como esta parece despertar todo o instinto assassino do personagem, que sem ela parece ser apenas um prisioneiro catatônico. A trilha sonora e a abertura clássicas também estão referenciadas fazendo qualquer fã de slashers vibrar.

Com temas como superação, vingança, fascínio pelo mal e empoderamento, o filme faz uma assustadora homenagem ao acrescentar mais um ótimo capítulo à franquia.

por Isabella Mendes – especial para CFNotícias