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Crítica: HITCHCOCK


CFN_img_hitchock_textoO eterno mestre do suspense, Alfred Hitchcock, poderá ser revisto nas telas dos cinemas em 2013. Porém, desta vez o famoso cineasta não ficará atrás das câmeras dirigindo suas belas obras como fez por décadas.“Mr. Hitch” como gostava de ser chamado, agora será a estrela principal do set de gravação.

A estreia nos telões brasileiros traz como protagonista o ator Anthony Hopkins (O Silêncio dos Inocentes), como Alfred Hitchcock, a atriz Helen Mirrer (Elizabeth I) como Alma Reville, a esposa do diretor e Scarlett Johansson (Vingadores) como Janet Leigh, a famosa moça assassinada no chuveiro.

Confesso que enquanto me dirigia ao cinema, pensei seriamente que iria assistir a um simples documentário, como aqueles que estamos acostumados a ver nos canais da TV fechada, que adoram despejar conhecimento e intelectualidade em nossas mentes.

Mas, me enganei. “Hitchcock” está muito além de um programa do “Discovery Channel”, é uma obra de lindas imagens que retratam o final dos anos 50 nos EUA e repleta de cenas dramáticas e engraçadas.

O filme relata todos os detalhes de bastidores de um dos maiores clássicos do cinema de todos os tempos. Para não ficar difícil, vou dar uma dica ao caro leitor: foi nesta obra que a lendária cena do assassinato no banheiro, durante um simples banho de rotina foi gravada em mais de 70 tomadas de câmera, proporcionando efeitos especiais revolucionários para a época em matéria de produções cinematográficas. Falo de nada mais, nada menos do filme “Psycho” (Psicose em Português) com direção de Sir Alfred Joseph Hitchcock.

No auge de sua carreira, o cineasta britânico resolve produzir uma obra que enfrentou desafios financeiros, inúmeras críticas e até um sonoro “NÃO” da gigante produtora de filmes. Mas, o diretor queria mostrar para todos que ainda tinha um limite, que poderia inovar como profissional e que iria atingir o seu mais novo objetivo.

Sacha Gervasi, o diretor do filme (roteirista em “O Terminal”), aborda o relacionamento de Hitchcock com sua companheira de longa data, Alma Reville. A fiel esposa sempre ao lado, dando assistência ao diretor nos estúdios, mas que raramente recebia palavras de amor e carinho do marido.

É notável destacar a constante preferência de Gervasi em valorizar mais a personagem Alma Reville, muito bem interpretada por Helen Mirrer, do que o próprio cineasta.

A impressão que fica em certos momentos, é que o filme deixa um pouco de lado os bastidores de “Psicose” e explora mais o drama vivido por Alma em seu casamento. Mas por outro lado, as frases irônicas e engraçadas ditas por Hitchcock, garantem as boas risadas do espectador.

por Rafael da S. Barbosa – Colunista CFNotícias