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Crítica: Ilha dos Cachorros


Quando eu pensei que não poderia ser mais surpreendido por uma animação, chega aos cinemas o magnífico Ilha dos Cachorros” (Isle of Dogs) do diretor, produtor e roteirista mundialmente conceituado Wes Anderson que é conhecido por obras como “O Grande Hotel Budapeste” (2014).

Wes cria uma maravilhosa narrativa em stop-motion sobre o jovem garoto Atari Kobayashi que decide localizar seu fiel amigo Spot  enviado para o exílio na ilha do lixo da cidade de Megasaki por seu corrupto tio e prefeito Kobayashi. Mas o pequeno peludo não é o único enviado embora: por uma lei aprovada pelo político, todos os animais são enviados para este lugar tenebroso e sem esperança.

Ao enfrentar inúmeras adversidades e perigos, Atari une forças com outros cachorros banidos e empreende uma aventura totalmente inusitada para salvar não apenas seu melhor amigo, mas a vida de todos os cachorros desamparados e a alma de uma cidade que perdeu a capacidade de amar.

É uma crítica muito mordaz contra a falta de sentimentos das pessoas por animais  (ou mesmo por aqueles julgados como inferiores de alguma maneira) e como os mesmos são tratados com descaso e indiferença. Wes consegue arrancar suspiros e lágrimas contando a tradicional história de uma herói improvável e sua seleta equipe canina e humana no combate a injustiça e ao preconceito.

Em vários momentos somos surpreendidos com cenas que parecem levar nossos heróis ao fim certo, mas com reviravoltas de tirar o fôlego e o final fará o coração mais duro e insensível se tornar um misto de paixão e ternura.

Prepare para viver uma aventura mágica e sensacional que mudará seu modo de encarar o modo como vemos nossos amigos de quatro patas.

por Clóvis Furlanetto – Editor Canino

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