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Crítica: Juntos e Misturados


juntos_posterApós Afinado no amor e o inesquecível  Como se fosse a primeira vez, Adam Sandler e Drew Barrymore voltam a protagonizar um filme juntos, o novo longa é uma engraçada e doce narrativa  sobre pais, filhos e relacionamentos.

Lauren (Drew Barrymore) é uma mulher de meia idade com dois filhos e recém separada, Jim (Adam Sandler) é um viúvo quarentão com três filhas, os dois se conhecem em um encontro às cegas nada agradável. Com uma péssima impressão um do outro eles deixam o jantar, porém dias depois uma coincidência faz com que eles se encontrem no supermercado.

Jim está com problemas em relação às férias das filhas e Lauren passa pelo mesmo infortúnio com os filhos, com um fator em comum as duas famílias vão passar os dias de descanso no mesmo lugar, a África. É dessa forma que se desenrola mais uma comédia que é a cara do Adam Sandler.

Depois do não tão brilhante e um pouco grotesco Gente grande 2, Sandler, em Juntos e misturados,  volta a fazer aquele humor agradável que já estamos acostumados, vale lembrar que a união do diretor  Frank Coraci com o ator de comédia  já rendeu trabalhos bem interessantes, um deles foi o excepcional Click. Barrymore, Adam e Frank também trabalharam juntos em Afinado no amor.

Juntos e misturados é interessante por muitos motivos, ele é uma comédia que retrata as famílias da atualidade, que exibe a proximidade que os pais possuem com os filhos, mesmo quando não se tem muitas afinidades, e também mostra o relacionamento entre duas pessoas que estão tentando recomeçar, tudo isso faz o roteiro não ser só engraçado, mas também inteligente, e com alguns toques de ternura.

O fato das cenas e contexto do filme serem próximos da realidade dos espectadores, tanto os mais novos quanto os mais velhos, fazem com que os acontecimentos ao longo da narrativa sejam bem engraçados, há uma sensação bem viva de se imaginar na pele dos personagens, Coraci cria uma apetitosa catarse para quem assiste.

Os momentos de humor são muitos, eles existem em conversas, cenas bem contextualizadas, uma referência muito bem sacada ao personagem Tom de Como se fosse a primeira vez, e a cereja do bolo  o hilário Terry Crews como seus números musicais.

Vale a pena ir aos cinemas conferir essa não tão surpreendente, porém deliciosa e divertida comédia.

por Tatiana Teixeira – especial para CFNotícias

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