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Crítica: A Lei da Noite


É inegável que Ben Affleck é um ótimo diretor. Para quem viu “Argo” ou “Atração Perigosa”, sabe que ele consegue despertar nos espectador boas reflexões, contextualizando bem o universo em que a história se passa. Pena que “A Lei da Noite”, seu novo longa não atinge o mesmo nível dos longas citados acima.

Dessa vez, o cineasta não consegue empolgar. Ele até tem um enredo interessante, já que retrata o período da lei seca nos Estados Unidos, em que gângsteres se aproveitam disso para poder ganhar mais dinheiro. Vendendo bebidas alcoólicas clandestinamente. No entanto, a trama é confusa do início ao fim, com um ritmo lento e cansativo.

Adaptação do livro escrito por Dennis Lehane, o longa se passa na década de 1920 e acompanha Joe Coughlin (Affleck), filho mais novo de um capitão de polícia (Brendan Gleeson), que se envolve com o crime organizado de Boston.

Além disso, o sujeito aproveita seus dias rodeado de dinheiro, poder e da companhia da bela Emma Gould (Sienna Miller), uma jovem que é casada com um mafioso irlandês perigoso. Com uma reputação respeitável no mundo do crime, o que Coughlin não sabe é que suas escolhas podem leva-lo para a prisão ou até mesmo para a morte.

De ponto positivo, fica o bom elenco que aparece no filme. Destaque para Zoë Saldaña (Guardiões da Galáxia), que vive Graciela, irmã de um contrabandista cubano, e também Elle Fanning (Malévola), que dá vida a Loretta Figgis, filha do delegado da Flórida, interpretado por Chris Cooper (A Identidade Bourne).

Infelizmente, as virtudes param por aí. Antes de encerrar gostaria de dizer que, “A Lei da Noite” está longe de ser o melhor trabalho de Ben Affleck, tanto como diretor quanto ator. Agora, isso não tira as conquistas de sua carreira. “Argo” e “Atração Perigosa” continuam sendo ótimos filmes. Aliás, não vejo a hora de vê-lo novamente usando o capuz e a capa do Batman (Liga da Justiça chega em novembro).

Por Pedro Tritto – Colunista CFNotícias

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