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Crítica: Liga da Justiça


O tão aguardado filme Liga da Justiça” (Justice League) chegou aos cinemas nacionais neste feriado de 15 de novembro em grande estilo. A produção retrata o início do grupo de super-heróis mais conhecido e carismático dos quadrinhos, pode até parecer uma opinião pessoal, mas não é. Quando se tem na equipe Batman, Mulher Maravilha, Flash, Aquaman e Ciborgue estamos falando dos mais conhecidos e antigos já criados (tudo bem o Ciborgue e o Flash são os novatos, mas está valendo). Mas talvez alguém pergunte “Ei, e o Superman?”, e eu respondo: “continue lendo o texto e conversaremos mais para frente!”.

Antes de tudo aviso “Este texto não tem Spoilers”. Realmente me incomoda quando leio uma crítica na qual o indivíduo conta tudo e estraga a surpresa. Pretendo levar você por um caminho de informações que não revelarão nada que possa estragar seu prazer no cinema, pois assistir à “Liga da Justiça” é uma emoção que cada um deve apreciar de seu próprio jeito. Mas adianto uma coisa: caso você seja daqueles que correm assim que termina o filme, deve segurar sua ansiedade e ficar sentado na poltrona, pois há duas cenas adicionais.

A primeira é logo após o encerramento da trama e a segunda somente quando todos os créditos terminam. Isso mesmo, espere pelo vídeos que será exibido e não haverá arrependimentos. Pelo menos eu saí satisfeito (muito) como jornalista e fã de quadrinhos.

Para situar aqueles que não conhecem a história desta equipe de super-heróis: a Liga da Justiça é um grupo de ‘meta-humanos’, designação criada pela DC Comics – detentora dos direitos de publicação das histórias em quadrinhos destes personagens e possui entre seus membros mais ilustres os heróis citados no início deste texto e muitos outros como: Lanterna Verde, Mulher Gavião, Arqueiro Verde, Canário Negro, Fogo, Gelo e Questão.

Em seu primeiro título (decente) para o cinema somos apresentados à sua formação encabeçada (claro) pelo Batman (Ben Affleck) que precisa reunir o máximo de super humanos para enfrentar uma ameaça em escala global: a invasão do vilão interplanetário Steppenwolf e sua legião de parademônios (sim, são os mesmos do bom e velho Darkseid). Só que temos um problema, por mais que Bruce Wayne reúna toda a banda: Mulher Maravilha (Gal Gadot), Aquaman (Jason Momoa), Flash (Ezra Miller) e Ciborgue (Ray Fisher). o meta-humano mais poderoso de todos está morto. Superman caiu em combate no filme “Batman vs Superman” (2016) e o Morcego não sabe como derrotar o vilão, mas uma coisa é certa: não há tempo para o medo.

O longa é uma mistura de ação, aventura e momentos para introspecção pessoal, algo que só vi nas histórias em quadrinhos dos mesmos heróis. Ou seja, conseguiram transportar para a tela, o que mais faz sucesso nas Hqs mundiais que é o lado humanizado de seres que poderiam ser deuses, mas que têm suas dúvidas, fraquezas e momentos de insegurança. E nesta integração entre quadrinhos e cinema, podemos constatar em várias cenas a magnífica coesão visual, ou seja, eu via as páginas que tanto devoro em momentos de lazer, “pintadas” nas ações da telona. O roteiro nos mostra uma história concisa e muito bem elaborada, que não tenta colocar um grande vilão em evidência  para ofuscar a primeira aparição da Liga, mas um desafio que unirá heróis que antes só trabalhavam sozinhos e os motivará a formar uma grande equipe/família.

A direção é de Zack Snyder – o mesmo de “Batman vs Supeman” – que dessa vez teve uma ajuda do diretor (e também roteirista da trama) Joss Whedon, que assumiu quase no final da produção (pois Snyder precisou se afastar por motivos particulares) e reformulou algumas cenas, ajustou outros pontos e fez uma maravilhosa edição que nos apresenta a verdadeira Liga da Justiça. Neste caso temos um conjunto de trabalho entre Snyder e Whedon que deu certo. Além disso, prestem atenção na trilha sonora que é uma grande homenagem a dois dos grandes super-heróis.

Agora é hora da pergunta “Ei, cara, e o Superman?”. Bom, ele está lá, mas você precisará ver o longa para entender e aprecsiar sua participação. É muito emocionante a presença do último filho de Kripton, na minha opinião foi uma maravilhosa homenagem ao personagem, e depois de muito tempo podemos dizer que o ator Henry Cavill agora veste com honra o manto do Homem de Aço.

Finalmente Ben Affleck saiu do armário e fez um Batman maravilhoso – não acredito no que disse, pois fui e um dos muitos que criticaram a escolha do ator para ser o Morcego, mas tive que me calar neste filme. Eu vi o Batman dos quadrinhos na grande tela novamente. Mas por favor não contem para muita gente que eu falei isso!

Enfim, vá ao cinema e aproveite esta experiência maravilhosa de 121 minutos. Isso mesmo temos uma trama muito bem produzida sem precisar de um filme longo demais. Você nem perceberá o tempo passar e não perderá nada, pois todas as cenas estão magistralmente amarradas e coesas, obrigado Whedon.

Vista seu uniforme, prepare seu coração e parta para o ataque, pois você foi convocado para fazer parte da Liga da Justiça.

por Clóvis Furlanetto – “Bat” Editor

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