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Crítica: “Maligno”


Sempre fico com um “pé atrás” quando se trata de filmes de terror, principalmente quando o assunto é possessão. Não é o meu gênero preferido, no entanto, “Maligno” (The Prodigy) entrou para minha lista de “produções que eu assistiria de novo”. É excelente e a ideia de seu enredo me ganhou.

Diferente dos tantos títulos de terror que vemos, no longa a possessão de Miles (Jackson Robert Scott) tem uma origem diferente. Não é aquele clichê de um demônio vindo lá do inferno para possuir uma criança qualquer e acho que essa foi a parte que me conquistou.

O título é dirigido por Nicholas McCarthy e conta com Taylor Schilling (a Piper Chapman da série “Orange is the New Black”) – que aliás, ficou ótima no papel, o que me surpreendeu, porque não gosto dela na série da Netflix – e Colm Feore (The Umbrela Academy) – que apesar de um papel secundário tem uma participação fundamental – no elenco.

Jackson Robert Scott (IT: A Coisa) está simplesmente fantástico. A sua atuação e como ele consegue transitar entre as duas personalidades ficou excepcional. Está esplêndido durante todo o desenrolar da história.

Em uma adaptação livre que cobre a questão de reencarnação, o filme apresenta o assunto de uma forma mais “realista” apesar de alguns furos no roteiro quanto a questão temporal, mas que mesmo assim não atrapalha de forma alguma o andar da narrativa, pelo contrário: apesar de algumas controvérsias, acho que deixou o filme ainda mais interessante.

Em termos técnicos o longa também não decepciona. A fotografia e a iluminação ficaram muito boas, e diferente dos títulos de terror clássicos, tem bastante cenas claras, o que o difere de um jeito bom dos demais. A trilha sonora é de arrepiar – literalmente – e passa aquele sentimento de suspense.

Para boa parte da crítica especializada, “Maligno” tem tudo para ser o filme de terror mais inteligente e bem feito do ano. E ele não decepcionou em nenhum aspecto.

por Amanda Mendes – especial para CFNotícias