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Crítica: Meu Amigo, O Dragão


Imagem de Meu Amigo, O Dragão

A Disney realmente percebeu que trazer releituras de seus clássicos para o cinema é uma boa maneira de fazer sucesso. Esse ano, devemos lembrar do ótimo “Mogli: O Menino Lobo”, que encantou o público com os seus efeitos especiais modernos e dublagem de atores consagrados, como Bill Murray (Baloo) e Idris Elba (Shere Khan).

Agora, chegou a vez da famosa história “Meu Amigo, O Dragão” ganhar uma nova versão cinematográfica. A primeira foi em 1977. Apesar de ser outro clássico infantil, a história baseada no conto de S.S. Field e Seton I. Miller infelizmente não empolga e nem consegue cativar tanto quanto poderia.

Isso porque a trama caminha em um ritmo lento, que só engrena na segunda metade do longa. Para piorar, ela não explora como deveria seus personagens principais. O principal caso é o de Robert Redford (Capitão América: Guerra Civil), que vive Meachum, pai de Grace (Bryce Dallas Howard).

Para se ter ideia, no início do filme é mostrado que ele tem uma ligação com a lenda de um famoso dragão que vive escondido na floresta localizada próxima de uma pequena cidade dos Estados Unidos. Até aí tudo certo, mas a verdade é que seu personagem logo é esquecido e retorna somente no clímax da história. Dessa forma, o espectador fica com várias dúvidas sobre alguns acontecimentos importantes da vida do velho e até mesmo do tal animal em questão.

Para quem não conhece, “Pete’s Dragon” (título original) acompanha Pete (Oakes Fegley), um menino que perdeu os pais quando era pequeno e foi criado na floresta por Elliot, um dragão que ficou seu amigo.  Depois de alguns anos, a guarda florestal Grace encontra o garotinho e tenta descobrir tudo sobre a vida do menino e da mística criatura que é tão falada pelo jovenzinho.

É claro que o filme tem pontos positivos. O maior deles é conseguir manter do início ao fim uma linguagem lúdica e sensível para o público infantil (alvo principal para essa obra, sem sombra de dúvida) na hora de falar sobre amizade, o principal tema do longa.

Pena que isso não seja suficiente para que “Meu Amigo, O Dragão” consiga ser uma grande referência entre as releituras dos clássicos Disney, como aconteceu Mogli em 2016, por exemplo. Mesmo tendo um enredo com potencial de cativar e encantar, é perceptível que o longa dirigido por David Lowery (Cala a Boca Philip) não levanta voo tão alto como o animal que retrata.

Por Pedro Tritto – Colunista CFNotícias

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