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Crítica: Meu Amor por Grace


Meu Amor por Grace (Running for Grace) dirigido por David L. Cunningham, se passa no Havaí em 1920, época em que estava ocorrendo a segregação racial nas plantações de café. Jo (Ryan Potter) era um garotinho órfão que logo foi adotado por Doc (Matt Dillon), um médico contratado para atender aos trabalhadores da região.

Uma das habilidades do garoto era a corrida, por esse motivo ficava responsável pela entrega de medicamentos. Durante uma curta viagem do médico, Jo se oferece para tratar do tornozelo machucado de Grace (Olivia Ritchie), filha do dono das plantações. Apaixonado, ele não enxerga limites que os impeçam de viver esse amor.

É comum vermos filmes ou séries que tenham como foco principal o famoso amor proibido, e embora esse tema pareça clichê, ele ainda pode ser muito bem empregado se for incluído em meio a outras circunstâncias.

A obra de Cunningham ressaltou detalhes importantes que transmitiram uma mensagem adequada ao seu formato, como por exemplo: a forma como a situação do vilarejo foi retratada, já refletindo como era a situação econômica daquele povo, e como a questão do preconceito é enraizada de diversas maneiras.

Ainda que a produção seja um romance, o roteiro abriu espaço para que outros assuntos tivessem destaque na trama, como o fato de Doc lutar por anos para conseguir adotar Jo legalmente, ou quando um novo médico prepotente chega à cidade e faz com que o garoto fique vislumbrado. Estes são os pontos mais altos do filme, que fazem com que a história de amor fique em segundo plano.

Falar sobre os personagens é outro dilema: Jo é um menino que consegue manter uma boa troca com todos os envolvidos na história, em cada instante ele está vivendo uma fase diferente, e isso torna tudo mais interessante. Grace, no entanto, é irrelevante – embora também seja protagonista, a moça possui um papel de pureza do início ao fim, mas sua personagem não é bem desenvolvida e deixa um pouco a desejar por sua falta de atitude e ingenuidade.

Apesar desse pequeno ponto negativo, este é um longa que vale muito a pena ser conferido. A história é encantadora e deve fazer o espectador se emocionar em muitos momentos.

por Victória Profirio