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Crítica: No Coração do Mar


noheartedomarNo Coração do Mar, uma adaptação do livro homônimo de Nathaniel Philbrick, conta a história do navio baleeiro Essex que, com vinte homens a bordo, é atacado e destruído por uma baleia cachalote de cerca de 30 metros de comprimento.

O filme explica como Herman Melville (interpretado por Benjamin Whishaw), autor da clássica obra Moby Dick, publicada em 1851, tomou conhecimento da história a partir da experiência vivida em 1820 por Thomas Nickerson (Brendan Gleeson), um marinheiro de primeira viagem a bordo do Essex.

Com George Pollard (Benjamin Walker) como capitão e Owen Chase (Chris Hemsworth) como primeiro imediato, o navio tem a missão de retornar à Ilha de Nantucket com milhares de barris de óleo de baleia para a produção de combustível, mas se depara com um gigantesco animal que parece ter sede de vingança.

Composto basicamente por clichês facilmente identificados em filmes de naufrágio e de ataques selvagens, No Coração do Mar leva pontos pela produção de cenas que não destoam muito da realidade. Os diversos efeitos especiais não exageram, não extrapolam: cumprem seu papel de mostrar como a história ocorreu com o máximo possível de veracidade.

O longa não tem muitos momentos de suspense, o que dá mais velocidade às cenas e torna o ritmo agradavelmente adequado. Quando a baleia precisa aparecer, ela aparece, com toda sua grandeza e fúria, sem deixar que os espectadores fiquem a esperando e a procurando por segundos intermináveis.

As cenas de ação se intercalam com os momentos em que voltamos ao presente, vivido em 1850, e nos deparamos com uma narração emocionada de Nickerson. A boa atuação de Brendan Gleeson reforça a veracidade da história.

O personagem de Chris Hemsworth, Owen Chase, tem destaque durante todo o filme e, ao longo das cenas, nos mostra o motivo. O primeiro imediato do navio, que sonha em se tornar capitão, exerce papel fundamental na luta dos marinheiros pela sobrevivência.

Hemsworth defendeu com maestria o personagem e apareceu muito diferente fisicamente do famoso Thor (Thor, 2011), principalmente no que diz respeito ao peso.

Com direção de Ron Howard, No Coração do Mar é um emaranhado de clichês, mas que merece ser visto.

por Kelly Amorim – especial para CFNotícias

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