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Crítica: O 3º Andar – Terror na Rua Malasana


Distribuído no Brasil pela Paris Filmes, o novo filme de terror “O 3º Andar – Terror na Rua Malasana” (Malasãna 32) é ambientado na década de 1970 e é inspirado em lendas locais. Na época citada, o bairro espanhol Malasaña se tornou famoso pelos crimes, homicídios e mistérios tornando suas ruas e prédios antigos um cenário ideal para histórias de terror.

Na trama, que até onde se sabe não é inspirada em nenhuma lenda em particular, mas cria a sua própria, acompanhamos Manolo (Iván Marcos) e Candela (Bea Segura), seus três filhos Amparo (Begoña Vargas), Pepe (Sergio Castellanos), e Rafael (Iván Renedo), e o avô Fermin (José Luis de Madariaga), que se mudam para Madri com sonhos de uma vida melhor.

A família usa todas as suas economias para comprar um grande apartamento no terceiro andar de um prédio da Rua Malasana – imóvel esse com um valor muito abaixo do mercado e deixado intacto após a morte de seu último morador, quatro anos antes. A partir daí, eventos estranhos passam a acontecer e os personagens se veem, aos poucos, assombrados por algo que vive no local.

O filme é uma clássica história de casa mal- assombrada e conta com uma pequena apresentação do que está por vir logo no começo, mesmo da chegada dos protagonistas. A obra, dirigida por Albert Pintó, conta com uma belíssima fotografia e uma ambientação interessante que foge das costumeiras mansões afastadas dos centros urbanos. Ademais, não traz muitas novidades e segue boa parte dos clichês conhecidos do gênero.

Apesar de não serem trabalhados de início, os motivos para a família, que morava no campo, ter escolhido ir para a cidade grande, são explorados de forma interessante ao longo da trama e as cenas em conjunto representam bem pessoas lidando com dificuldades e eventos sem explicação.

O longa encontra, no entanto, alguns problemas em seu andamento, apoiando-se demais em jumpscares ao invés de construir a tensão em volta do aprofundamento dos personagens. Ainda assim, presenta alguns momentos assustadores e de tensão bem construída, como a cena em que o garoto Rafael vai assistir à televisão.

A explicação do porquê de os eventos sobrenaturais acontecerem no apartamento tinha um bom potencial e poderia ser um trunfo, caso fosse mais bem explorada e tivesse mais tempo dedicado à construção da entidade que assombra o lugar.

“O 3º Andar – Terror na Rua Malasana” não apresenta muito de novo e poderia ser considerado mais do mesmo, mas, ainda assim, é um bom entretenimento para os fãs de terror e vale a pena pela sua ambientação diferente.

por Isabella Mendes – especial para CFNotícias

*Título assistido em Cabine de Imprensa Virtual promovida pela Paris Filmes.