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Crítica: O céu é de verdade


oceuedeverdade_posterO longa é baseado na história real do menino de quatro anos Colton (Connor Corum) que após uma viagem fica gravemente doente e é levado ao hospital com grande risco de morte, ao passar por uma longa cirurgia perigosa o jovenzinho se recupera milagrosamente, todo esse procedimento durou algumas horas no filme, para não deixá-lo cansativo, mas na vida real da família foram quinze dias de angústia.

Após o milagre da medicina, Colton começa a contar para seus pais que quando estava na mesa de cirurgia conseguiu ver o céu. Seu pai o pastor  Todd Burpo (Greg Kinnear), que fica um pouco incrédulo no começo,  acaba ficando cada vez mais envolvido com as histórias do garoto.E é assim que o longa gospel se desenrola.

O filme voltado para o público religioso questiona a existência do céu, e coloca como respostas para as perguntas do espectador  o caso do garoto Colton que viveu uma experiência não explicada pela ciência. Apesar do caráter gospel o longa pode ser visto por pessoas que não se interessam pelo tema, ainda sim será um bom passa tempo.

Com mensagens complexas sobre a morte e as crenças que envolvem esse assunto o longa consegue trazer uma boa reflexão para os que assistem, acreditem eles ou não no contexto do filme. Vale observar a trilha sonora instrumental que marca bem os acontecimentos da história, facilitando para que o espectador perceba se está acontecendo um momento tenso, alegre ou engraçado.

Apesar de não ter um padrão muito convencional em sua narrativa, que é um pouco mais lenta do que as presentes nos filmes americanos, a história que é retirada de um livro Best-Seller do The New York Times consegue segurar bem a atenção do espectador.

Um destaque para a agonia da cena em que os pais esperam a resposta para saber se o menino está ou não vivo, o sentimento de angústia e desespero pode ser sentido pelo público, e outro ponto positivo para o paradoxo que é inserido ao personagem de Todd, sobre o fato de um pastor questionar a existência do paraíso, mostrando que todo ser humano tem dúvidas.

O filme é uma distração saudável e bem interessante que vai trazer uma sensação de bem estar para quem assiste, e é aconselhado para todos os públicos, porém, se o espectador não estiver aberto para ver uma história com foco na religiosidade é melhor que escolha outro longa em cartaz.

por Tatiane Teixeira – Especial para CFNotícias

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