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Crítica: “O Mistério do Relógio na Parede”


“O Mistério do Relógio na Parede” (The House with a Clock in its Walls), baseado no livro de mesmo nome, obra gótica do autor norte-americano John Bellairs, é uma ótima pedida no setor de títulos infanto-juvenis.

O longa, dirigido por Eli Roth (O Albergue) e com roteiro de Erick Kripke (série Sobrenatural) deixa transparecer o gosto pelo paranormal e assustador de seus produtores, mas tudo de uma forma leve e recheada de momentos cômicos – mas algumas cenas, com bonecos estranhos e abóboras do mal podem assustar os espectadores mais novos. Mesmo com todo esse toque macabro, e talvez justamente por causa dele, o filme é encantador, tanto em sua produção de arte quanto em seu desenvolvimento.

No longa o menino Lewis, de apenas dez anos, vai morar com seu tio Jonathan (Jack Black) após perder os pais em um acidente de carro. Sua nova casa, uma mansão pra lá de esquisita e com fama de mal assombrada, acaba sendo mais uma personagem na trama. Muito bem construída, com um ar a lá Tim Burton, a mansão nos cativa com seu jeito misterioso, seus vitrais encantados e uma poltrona que é praticamente um animal de estimação.

Ao decorrer da história Lewis descobre que seu tio e a vizinha da casa ao lado, a Senhora Zimmerman (Cate Blanchett) são feiticeiros. Daí começa uma aventura, com vários toques de terror e fantasia, para solucionar o paradeiro de um relógio que foi escondido na casa pelo antigo morador, o misterioso e poderoso feiticeiro Isaac Izard (Kyle MacLachlan).

O ator mirim que interpreta Lewis, Owen Vaccaro é de uma atuação cativante e a dupla inusitada de Jack Black e Cate Blanchett proporciona maravilhosos momentos cômicos além de apresentar uma ótima interação. O filme, que é baseado no primeiro livro de uma trilogia, pode ser o início de uma franquia, e seria ótimo ver Black e Blanchett novamente juntos em ação. Agora basta aguardar a reação do público e torcer pelas continuações.

Ótima indicação para uma sessão em família ou mesmo para quem gosta de um pouco de magia, mansões esquisitas e aventuras fantásticas.

por Isabella Mendes – especial para CFNotícias