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Crítica: O Primeiro Homem


Se você viu “La La Land – Cantando Estações”, provavelmente se encantou não só com a história mas também com a direção de Damien Chazelle, afinal de contas, ele conseguiu gravar ótimas cenas de maneira ousada e impecável. O que dizer do plano sequência da cena de abertura em que não vemos um corte sequer?

O fato é que o cineasta mais uma vez mostra o seu talento e capacidade, agora com “O Primeiro Homem”, longa baseado no livro homônimo que acompanha a trajetória do astronauta Neil Arsmtrong, o primeiro a pisar na Lua.

E novamente Chazelle se supera. A cada passagem, ele nos entrega imagens que captam nos mínimos detalhes os sentimentos do protagonista, muito bem interpretado por Ryan Gosling (Blade Runner 2049). E mais: há momentos em que o espectador se sente o próprio personagem, tamanha a competência do diretor.

Isso é evidente na cena em que Armstrong pisa na Lua e diz que “este é um pequeno passo para o homem e um gigante para a humanidade”. Nela, vemos somente os pés do astronauta se aproximando de um solo estranho e cinzento. Além disso, o longa é interessante por saber relatar o longo processo desse tal fato histórico.

A trama começa com Armstrong vivendo com a família no interior dos Estados Unidos e perdendo a pequena filha por causa de uma doença grave. Depois de um tempo, ele, a esposa Janet (Claire Foy) e os filhos se mudam para Houston para fazer parte da Nasa e do famoso plano espacial americano, que almejava chegar até a Lua.

No entanto, essa tarefa se mostra nada fácil, já que a cada lançamento sempre acontecia algo de errado com o foguete, fazendo com que várias pessoas, incluindo amigos próximos de Armstrong, perdessem a vida.

Para quem curte filmes espaciais, assistir a “O Primeiro Homem” é praticamente uma obrigação. E não digo isso só por se tratar de uma das pessoas mais importantes da história do setor, mas por ser muito bem filmado, ter cenas emocionantes e imagens belíssimas, que dão ao espectador a sensação de fazer parte de uma viagem inesquecível.

por Pedro Tritto – Colunista CFNotícias