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Crítica: O Rei de Roma


Sabe quando você entra na sala do cinema e está com uma expectativa alta para assistir ao filme, porque acha que ele será excelente, com um enredo incrível, por causa do que é apresentado no trailer? Foi assim que eu me senti quando ao ver “O Rei de Roma” (Io sono Tempesta), mas no fim, foi muita expectativa para pouco resultado.

Escrito e dirigido por Daniele Luchetti, o longa traz a história de Numa Tempesta (Marco Gialline), um empresário ambicioso, que faz qualquer coisa para fechar um negócio. Depois se ser pego pela polícia, devido à evasão de divisas, é condenado a um ano de serviço comunitário, ele vai fazer de tudo para ter sua vida de volta.

Apesar da ideia ser ótima, o filme não me ganhou. Ele tem um ritmo muito devagar, e demorou muito conquistar minha atenção. Só fui me sentir mais interessada pela narrativa, quando mais da metade da produção já tinha sido exibida.

No entanto, mesmo que o longa tenha um ritmo mais lento, a trama tem um humor mais seco; ele não vai te fazer dar gargalhadas, mas tem certos diálogos que são criativos e bem construídos.

O roteiro é fluido. Toda a história percorre de uma forma muito linear e não fica abrindo vertentes, mas conta o que está acontecendo e deixa as pontas amarradas, apesar do questionável “Final Feliz”.

Um dos pontos mais fortes de “O Rei de Roma” com certeza é a fotografia, e com Roma como cenário, o encaixe fica perfeito. Se você prestar bem a atenção, existe uma referência muito direta ao filme “O Iluminado” de Stanley Kubrick, em uma cena no corredor do hotel. Se assistiu ao clássico baseado na obra de Stephen King, identificará essa cena rapidamente.

Os atores também se saíram muito bem em seus papéis, embora não ache que o filme tenha exigido muito deles, apesar de Gialline ter sido indicado como “Melhor ator de Comédia” pelo Nastro d’Argento – Premiação de Cinema Italiana – por esse trabalho.

Enfim, a produção é daquelas que cairiam bem em uma “Sessão da Tarde”. Não é o gênero que costumo escolher para assistir, mas não deixa de ser uma experiência diferente.

por Amanda Mendes – especial para CFNotícias