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Crítica: O Relatório


Os ataques terroristas ao World Trade Center em 11 de setembro de 2001 influenciaram as decisões políticas não só nos EUA, mas em todo o mundo, desde então várias medidas foram adotadas em prol da segurança dos americanos, que temiam um novo ataque. Baseada nesse fato, a CIA – Central Intelligence Agency começou a adotar métodos de tortura em investigações referentes a ataques terroristas.

Mesmo sendo uma metodologia falha, as informações repassadas à imprensa e ao governo eram que o programa de investigações era um sucesso, afinal a maior agência de inteligência mundial não poderia admitir que falhou, pois isso seria uma mancha na história. Por um lado ficaram limpos ao não declararem o erro, porém a mancha que ficou na história é bem pior, pois se tratam de manchas de sangue inclusive de pessoas inocentes.

Partindo dessa premissa o diretor Scott Z. Burns desenvolveu um excelente trabalho ao trazer a público esses fatos no filme “O Relatório” (The Report), mas isso não é novidade já que Scott tem um brilhante histórico de sucessos no cinema. O longa traz uma linguagem bem diferenciada dos demais trabalhos dirigidos por ele, pois possui muito conteúdo para ser exibido em pouco tempo.

Os protagonistas Daniel J. Jones interpretado pelo ator Adam Driver e a senadora Dianne Feinstein (papel de Anette Bening), têm um diálogo muito acelerado e acabam não explorando alguns pontos importantes para o entendimento do espectador, além de abusarem das caras e bocas. A obra tem um ótimo conteúdo, mas apresenta muita frase de efeito pra poucos acontecimentos.

Vale ressaltar que é muito importante a ousadia do diretor em trazer a público esses crimes cometidos pela CIA. Claro, com a cobertura de alguns governantes, justamente para desmistificar a visão do mulçumano na América, deixando bem claro que o terrorismo faz parte de uma parcela dessa população, mas não todos.

Eles, como qualquer outro ser humano, são dignos de respeito que é o primordial, e têm direitos a serem preservados. Não importa se os EUA são a maior potencial econômica mundial, isso não torna a vida dos americanos mais importante do que qualquer outra pessoa.

por Leandro Conceição – especial para CFNotícias