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Crítica: O Terremoto de Spitak


Produções sobre desastres naturais – sejam eles ficção ou baseado em fatos reais – são sempre uma boa pedida, cheios de emoção e aventura. Essa é a proposta de “O Terremoto de Spitak” (Spitak) do diretor Aleksandr Kott: retratar um desastre natural, mais precisamente um terremoto de escala 7.2, que atingiu a terras armênias no final da década de 1980.

O longa russo acompanha Ghor (Lernik Harutyunyan) na busca desesperada e quase solitária por sua esposa Goahr e a filha Anush. Paralelamente há outros personagens – como uma jornalista que tenta documentar a tragédia, alguns soldados que enfrentam os próprios demônios enquanto tentam encontrar vítimas e alguns civis que buscam juntar os pedaços de suas famílias.

Ghor que estava em outro país a trabalho, aparentemente havia abandonado a família, porém, quando soube da tragédia voltou imediatamente a Spitak para reencontrá-la. Enquanto o homem caminha pelos escombros, ele visita memórias do passado e vê o quanto Goahr é importante em sua vida.

As cores usadas para compor a produção, tanto na fotografia quanto nos figurinos, dão o tom melancólico que a ocasião exige, mas quando o foco é a pequena Anush  tudo muda, afinal a criança representa a esperança e imaginação.

De modo geral, o longa é um tanto quanto silencioso e lento, e o sofrimento retratado não é tão convincente – os atores não entregam uma atuação persuasiva que filmes do gênero exigem, talvez essa seja uma característica do cinema russo de modo geral.

“O Terremoto de Spitak” é um retrato amenizado das dores causadas pela tragédia que ceifou aproximadamente 25 mil vidas e deixou mais de 500 mil pessoas desabrigadas, no local que na época pertencia à União Soviética.

O filme é uma das apostas do Cinema Virtual desta quinta-feira. Confira.

por Carla Mendes – especial para CFNotícias

*Título assistido via streaming, a convite da Elite Filmes.