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Crítica: “O Vendedor de Sonhos”


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Com uma visão analítica e sensível ao mesmo tempo, Jayme Monjardim traduziu com maestria a crítica social que o livro “O Vendedor de Sonhos”, provoca no leitor. Com traços autênticos do diretor, as filmagens mostraram a capital paulista sob um outro olhar, marcado pela desigualdade social.

A adaptação do best-seller homônimo do psicoterapeuta e escritor Augusto Cury – publicado em mais de 70 países, com mais de 25 mil exemplares vendido só no Brasil – foi produzida por LG Tubaldini Jr e tem em seu elenco o uruguaio César Troncoso, Dan Stulbach e Thiago Mendonça.

Na história conhecemos Júlio César, interpretado por Dan Stulbach, um psicólogo que passa por problemas pessoais e acha que a solução para eles é o suicídio. Um personagem misterioso o confronta em sua decisão e o faz pensar sobre pôr um ponto final em sua história. “Mestre”, interpretado por César Troncoso, ganha seguidores por fazer as pessoas refletirem sobre suas atitudes, apresentando um novo caminho para se viver.

O longa deixa claro que estamos diante de uma sociedade corrompida e atrasada que robotiza e escraviza, transformando em um grupo doente, triste e vazio. A rotina por muitas vezes leva o homem a conquistar o trivial, o que é importante apenas para sua sobrevivência, e, infelizmente, a correria do dia-a-dia; a luta por suas conquistas pessoais, o faz esquecer do essencial: os momentos simples que o dinheiro não compra.

Ler o livro e assistir a esse filme faz-nos desenvolver a capacidade de refletir sobre nossas ações, renovar nossos sonhos, desejos e esperanças e, acima de tudo mostrar que somos capazes de reaprender a reagir contra nossa passividade, que podemos redirecionar nossas mãos, nossa mente e nosso coração, enfim, atuar para concretizar o que viemos fazer aqui: o bem viver.

Este é um novo gênero do cinema, que não se enquadra apenas no drama, mas também na fragmentação da mente humana, que além de entreter, estimula as pessoas a desenvolverem consciência crítica.

“O Vendedor de Sonhos” nos ensina a não ter medo da dor, tampouco do caos, e a escrever os capítulos mais importantes da nossa história, mesmo nos momentos mais tristes dramáticos de nossa existência.

Um filme que vai levar as pessoas do riso às lágrimas e provocá-las a compreender a essência de saber viver.

“….Sou apenas um caminhante

Que perdeu o medo de se perder

Estou seguro de que sou imperfeito

Podem me chamar de louco…

Não importa!

O que importa é que sou um caminhante

Que vende sonhos para os passantes

Não tenho bússola nem agenda

Não tenho nada, mas tenho tudo …

À procura de mim mesmo …”

por Caroline Lima – especial para CFNotícias