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Crítica (parte 2): “Batman vs Superman: A Origem da Justiça”


bvs_002Voltamos com a parte 2 desta crítica que me surpreendeu pelo conteúdo rico que encontrei ao final da exibição (para ler a primeira parte, clique aqui). Falei bastante da atuação do Morcego e como ele foi bem retratado, agora comentarei sobre a contraparte alienígena da produção, ou seja, Superman e os demais personagens que tornarão possível a concretização do filme da Liga da Justiça.

Henry Cavill volta a vestir o manto do Homem de Aço, na minha opinião, o único até o momento que conseguiu chegar próximo à atuação de nosso saudoso Christopher Reeve. Infelizmente o diretor Zack snyder optou por não utilizar o tema criado pelo maestro John Williams – uma falha imperdoável. Mas o azulão é o típico herói: bonzinho, prestativo, salva gatos de árvores e ajuda donzelas inocentes (Lois Lane, sempre), a luz em contrapartida às sombras de Batman (que ajuda as pessoas também, mas bate nos bandidos).

Encontramos um Superman mais maduro, que luta pela verdade e justiça para salvar os fracos e oprimidos em uma cidade/mundo dominados pela dualidade entre os que o adoram e os que o temem/ veem como uma ameaça. Entre eles, encontramos Lex Luthor (Jesse Eisenberg) um garoto gênio, bilionário (e eu lutando para pagar as contas!), psicótico, que decide pôr um fim ao Kriptoniano – achei que a escolha de um Luthor tão novo e alucinado não condiz com a visão do vilão nos quadrinhos que é um pouco mais maduro, careca, fino e elegante (eu tenho mais medo desse).

Em “Batman vs Superman: A Origem da Justiça”, encontramos o melhor e o pior dos dois mundos, pois o morcego desconfia do alienígena que apareceu de repente e destruiu uma cidade (os eventos deste filme se passam dois anos após “O Homem de Aço”, de 2013) e teme pelo futuro da humanidade enquanto Superman acha os métodos do Cavaleiro das Trevas violentos demais (como assim?). Nesse meio tempo a ação corre solta, é criada uma tensão entre os dois que culminará na sequência de luta mais emocionante dos últimos tempos entre personagens de histórias em quadrinhos no cinema.

Enquanto a trama se desenrola, somos apresentados à Diana Prince/Mulher Maravilha (Gal Gadot). Tinha ficado com o pé atrás pelas fotos divulgadas, mas nas telas ela ganhou o espaço de filha de princesa da Ilha Paraíso. Temos também, muito rapidamente, a citação de alguns futuros membros da Liga da Justiça, fora o Aquaman (Jason Momoa) que já havia sido anunciado, os outros deixarei em segredo para que você tenha o mesmo choque que eu (ahhhhhhhhhhhhh!!).

Antes que solte um spoiler dos grandes, vá ao cinema e aproveite cada minuto. Preste atenção nos mínimos detalhes, que há muita coisa escondida. Escolha seu lado (o meu não contarei) e lute pela liberdade, justiça e verdade.

por Clóvis Furlanetto – editor

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