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Crítica: Pequeninos – A Inocência não tem preço


Se há algo mais belo que a inocência de uma criança, eu desconheço. Os pequenos apenas vivem, não há espaço para arrependimentos, para melindres, crianças apenas são. A vida nessa fase gira em torno de aproveitar as pequenas alegrias. Em “Pequeninos – A Inocência não tem preço” (Güilas / Children Of Summer), nos conectamos com histórias que retratam todo esse frescor infantil.

O longa costa-riquenho é dividido em sete pequenas passagens da vida de crianças diferentes – cada ato com título específico e se passa em locais distintos, mas a verdade é que de alguma forma a produção fez com que me lembrasse de minha própria infância, e acredito que essa mesma sensação virá para outras pessoas. Afinal, quando pequenos temos ousadia, persistência e alegria, crianças geralmente não pensam em consequências, vivem para o agora, e isso é precioso.

Em “Pequeninos” vemos o garoto que desenvolve sua capacidade de negociação para conseguir a raspadinha para qual não tem dinheiro, tem também os garotos que por pura diversão atrapalham um grupo de oração, os irmãos que vão atrás de sua refeição preferida para poderem partilhar com quem parece ser a pessoa favorita deles e por aí vai.

Esta uma película simples, não há grandes aparatos tecnológicos, a mágica mesmo está no enredo, no que é mostrado e principalmente da forma como é contado. Sergio Pucci, diretor e roteirista, conseguiu imprimir esse olhar infantil durante toda a produção. Uma simplicidade incomparável ao mesmo tempo em que detalhes culturais da Costa Rica também são expressos organicamente.

O filme possui originalidade, conta grandes histórias em poucos minutos e com poucas palavras, os acontecimentos ficam evidentes por meio dos olhares, sejam esses de curiosidade, medo, cumplicidade ou afeto.

A trilha sonora também faz parte dessa contação e é mais um elemento que reforça a cultura costa-riquenha. Quando o longa que está disponível na plataforma de streaming Cinema Virtual chegou aos créditos finais, eu fiquei com a sensação de que sua pouco mais de uma hora de duração realmente não é o suficiente.

Confira!

por Carla Mendes – especial para CFNotícias

*Título assistido via streaming, a convite da Elite Filmes.