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Crítica: Presságios de Um Crime


Cena de Presságios de Um Crime

Dirigido pelo brasileiro Afonso Poyart (Dois Coelhos), “Presságios de Um Crime” se apresenta de maneira segura do início ao fim ao trazer um suspense com os principais elementos que um bom thriller policial precisa ter. E mesmo apostando em alguns clichês do gênero, é possível dizer que a estreia de Poyart em Hollywood é boa, afinal de contas, o longa possui uma trama sólida, com personagens interessantes e boas doses de mistério.

Ela acompanha os agentes Joe Merriweather (Jeffrey Dean Morgan) e Katherine Cowles (Abbie Cornish), que investigam uma série de assassinatos, cometidos pelo mesmo serial killer. Sem uma direção definida, tudo o que a dupla tem são várias pistas indecifráveis nas cenas dos respectivos crimes.

Querendo achar uma luz nessa jornada, Joe vai atrás do amigo John Clansy (Anthony Hopkins), um homem misterioso, com dons médiuns, que tenta superar a morte da filha. Depois de resistir a proposta, John aceita o trabalho e, a partir daí, pegar o assassino vira uma obsessão para os protagonistas.

Mesmo com um bom elenco, claramente o destaque maior do filme é Anthony Hopkins. Assim como em “O Ritual” (2011), é possível notar o ator tomando conta das cenas em que participa, tanto é que os melhores diálogos do longa são de seu personagem.

Outro ponto positivo é a presença de Colin Farrell (Walt nos Bastidores de Mary Poppins). Por mais que sua apresentação aconteça apenas na segunda metade do filme, o ator não passa desapercebido pois traz uma atuação segura e convincente. Sem dúvida, seu melhor momento é quando conversa com o personagem de Hopkins em um bar.

Talvez o maior deslize do filme é ser previsível demais. Conforme a investigação de Joe e Katherine evolui, já é possível adivinhar o desfecho da história. Além disso, a trama também é confusa em alguns momentos, muito por causa de acontecimentos que não são abordados com os detalhes necessários.

De qualquer forma, “Presságios de Um Crime” é uma boa opção de entretenimento, principalmente para quem curte thrillers policiais. Despretensioso, o longa possui bons momentos de ação e uma linguagem interessante, que tenta elucidar uma espécie de quebra cabeça emocional, montado na mente de cada um dos personagens.

por Pedro Tritto – Colunista CFNotícias

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