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Crítica: Raya e o Último Dragão


É sabido que a Disney fez várias animações que até hoje são um marco. Alguém aqui questiona a qualidade de clássicos, como “Cinderela”, “A Bela e a Fera”, “O Rei Leão” e “A Pequena Sereia”? E as mais modernas, como “Frozen”, “Zootopia” e “Moana”? Eu, pelo menos, não. Agora, quem tem a chance de entrar para este seleto time é “Raya e o Último Dragão”.

Sim, a nova aventura da Casa do Mickey é bem cativante, já que é uma ótima história de aventura. Confesso que há momentos que me lembraram grandes clássicos do gênero, como a trilogia de “Indiana Jones”, por exemplo. A boa notícia é que não estamos falando de uma cópia do arqueólogo mais famoso do cinema e, sim, de uma trama original, com personagens carismáticos.

E quem chama atenção nesse ponto é Sisu, a dragão que tenta ajudar Raya a salvar o reino depois de ser destruído por uma praga terrível. Bem engraçada e simpática, a criatura rouba a cena com sua ingenuidade e bom humor. Quem também se destaca é a bebezinha charlatona, que, com uma carinha fofinha, se aproveita dos mais velhos dando golpes inacreditáveis.

Mas e a protagonista? Essa merece algo especial, já que estamos falando de uma personagem moderna e forte. Aqui, não digo só sobre a sua força física que, aliás, ela tem de sobra, mas também sobre a sua personalidade.

Ao longo da trama, é bonito acompanhar a jornada de Raya, que começa o filme como uma criança ingênua – tanto que é traída pela amiga e perde seu ente mais querido – e depois encara uma realidade triste e solitária, em que aprende a questionar suas convicções e valores. Não é à toa que a jovem é o principal pilar da animação.

Se tem alguma coisa do filme que seja ruim é a sua previsibilidade. Desde o início, já temos fortes indicações do que vai acontecer e como vai terminar a história, o que dá certo desânimo. No entanto, isso não é suficiente para estragar a diversão, afinal de contas, trata-se de uma aventura envolvente, que carrega uma mensagem importante para os dias de hoje. Também vale dizer que os cenários são bonitos e coloridos, o que é bom, pois ressalta o otimismo que a trama deseja transmitir ao espectador.

Com todos os elementos necessários de um ótimo desenho animado, podemos afirmar que “Raya e o Último Dragão” é bom o bastante para ser considerado um clássico como os citados no primeiro parágrafo? O tempo vai dizer, mas a chance disso acontecer é bem grande, afinal de contas, sabemos que ele é muito bom.

por Pedro Tritto – Colunista CFNotícias