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Crítica: Rei Arthur – A Lenda da Espada


Sem sombra que Rei Arthur é um dos personagens mais queridos da cultura ocidental. Com várias adaptações para o cinema, é impressionante como a história do rapaz que virou rei da Inglaterra ao puxar uma espada mágica de uma pedra ainda consegue cativar e até inspirar as pessoas. Pena que isso não acontece no novo filme do herói, “Rei Arthur: A Lenda da Espada”.

É verdade que o diretor Guy Ritchie (O Agente da U.N.C.L.E), com essa sua versão da lenda, comprova que o líder britânico continua um personagem interessante, que se encaixa em um olhar mais moderno (muitas das cenas de ação lembra passagens de vários games de luta atuais, para se ter ideia). O problema é que a trama em si não empolga tanto quanto deveria.

Na verdade, ela é construída de forma confusa, com um ritmo frenético que, além de não ajudar na dinâmica da história, deixa para o espectador algumas passagens cansativas e desinteressantes. Nessa versão, vemos praticamente o primeiro capítulo da jornada de Arthur, ou seja, o foco é o clássico momento em que ele tira a Excalibur da pedra e o processo da aceitação dele em se tornar o rei da Inglaterra.

O longa começa com o protagonista (Charlie Hunnam) ainda menino, fugindo de uma batalha em que seu pai, o Rei Uther (Eric Bana) , é morto e seu tio, Vortigern (Jude Law) se torna o líder do país. Desde então, o jovem passa a viver nas ruas e a controlar os becos de Londonium, sem saber da sua predestinação.

Tudo começa a mudar quando o rapaz é desafiado para tirar uma espada da pedra. A partir daí, ele terá que tomar decisões difíceis, enfrentar seus demônios e aprender a dominar o poder que possui para conseguir unir seu povo e lutar contra o próprio tio, que destruiu sua família.

O fato do filme deixar a desejar em pontos importantes não impede que ele tenha algumas virtudes. É possível perceber elementos positivos. O principal deles é a trilha sonora de Daniel Pemberton, que tem um ritmo potente e está bem conectada principalmente com as cenas de ação. Além disso, Jude Law é um grande destaque como o principal vilão da trama.

Para quem busca apenas puro entretenimento e um bom filme de ação, “Rei Arthur: A Lenda da Espada” pode trazer satisfação. No entanto, é sempre bom lembrar que a jornada do lendário personagem é bem mais do que apenas uma adrenalina visual e lutas bem coreografadas e intensas.

Por Pedro Tritto – Colunista CFNotícias

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