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Crítica: Rocketman


Quem vê o Elton John de agora – o músico que faz pouquíssimos shows para se dedicar à família – certamente, mal se lembra da extravagância do início de sua carreira, e dos inúmeros problemas com álcool e drogas até o início dos anos 1990.

A biografia de um dos maiores ídolos da música é estrelada por Taron Egerton da franquia “Kingsman”. Em “Rocketman”, Elton John narra a vida do desconhecido Reginald Dwight, um menino tímido e Ás do piano, até se tonar o excêntrico intérprete que alcançou sucesso mundial.

O garoto sensível é rejeitado pelo pai frio e machista, e frequentemente é submetido às variações de humor da mãe, interpretada por Bryce Dallas Howard da franquia “Jurassic World” – a forma extremamente caricata desta personagem chega a incomodar, porém pode ser justificável já que o longa, além de biografia é um musical.

Mais de vinte músicas são interpretadas ao longo do filme, e é interessante observar que elas não estão em ordem de lançamento, mas dispostas de acordo com o momento vivido por Elton, entre as canções estão “Crocodile Rock”, “Goodbye Yellow Brick Road” e “Rocket Man” que deu nome a biografia.

Sob a direção de Dexter Fletcher, a obra é ambientada uma pequena parte na infância e adolescência do astro e posteriormente nos primeiros vinte anos de sua carreira. Tudo com direito a figurinos espalhafatosos e os nem tão discretos pares de óculos, marca registrada do astro.

O talento de Taron Egerton foi posto à prova, afinal, interpretar um dos maiores nomes da música não é uma tarefa tão simples assim, e o jovem ator o fez com uma singularidade impressionante: deu vida ao homem deprimido que reprimia a sexualidade enquanto tinha uma jornada de trabalho exaustiva e se afundava em drogas – tudo isso enquanto cantava. Todos elementos são similares em cena, mas o sorriso é o mais impressionante.

O longa, além de retratar a construção de grandes sucessos de Elton John, também relata a amizade entre ele e o compositor BernieTaupin, amigo e companheiro inseparável, interpretado por Jamie Bell, de “Billy Elliot”.

Falar do pianista, cantor e compositor é falar de exageros, de excessos. O musical mostra toda irreverência, fragilidade, talento e crescimento do homem e do músico que escolheu como nome artístico Elton Hercule John. Com certeza merece ser apreciado em seus mínimos detalhes.

por Carla Mendes – especial para CFNotícias