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Crítica: Shazam!


Chega aos cinemas a esperada adaptação das histórias em quadrinhos de um personagem não tão conhecido do grande público, mas bem cotado com os fãs. Shazam! promete muita ação, bom humor e situações inesperadas para um super-herói.

Fugindo do esteriótipo clássico da formação de um herói, que é normalmente representado por uma perda trágica, uma mudança repentina de situação em sua vida e outros detalhes que moldam o caráter desses seres que povoam nosso imaginário, há em Shazam! a mistura de magia, adolescência e uma fase adulta precoce.

Temos a exposição do herói interno de quem foi presenteado com os poderes de deuses: S da sabedoria de Salomão, H da força de Hércules, A do vigor de Atlas, Z do poder de Zeus, A da coragem de Aquiles e M da velocidade de Mercúrio. O jovem Billy Batson (Asher Angel) é levado para uma caverna misteriosa por um mago que lhe concede as incríveis habilidades desde que pronuncie seu nome: SHAZAM. E instantaneamente o adolescente se transforma em uma versão adulta (e com muitos músculos) de si mesmo, interpretada pelo ator Zachary Levi.

Agora imaginem um adolescente cheio de energia e ideias bobas com o corpo e força de um grande herói. Este é o ponto central da história: nos apresentar as situações inusitadas e erros que serão cometidos por quem não tem a maturidade necessária para arcar com um trabalho tão difícil. Claro que ao longo da trama nosso jovem defensor da justiça aprenderá como se portar e assumir suas responsabilidades, mas mantendo sua inocência e bom humor.

O vilão é outro ponto acertado totalmente nessa produção, que chega na representação do Dr. Thaddeus Silvana (Mark Strong). Ele é um verdadeiro emissário da maldade, está à altura de Lex Luthor, por exemplo. A interpretação de Strong não deixa nada a desejar e provoca sensações de perplexidade e raiva contra o personagem.

São muitas passagens cômicas que serão relembradas por suas colocações ácidas e críticas, mas sem perder a genialidade de um roteiro bem produzido e aplicado em sua totalidade pela direção.

Os efeitos especiais estão impecáveis, temos a sensação de ver as histórias em quadrinho em movimento. As cenas estão enquadradas de uma maneira que somos transportados para a ação do filme.

Contar mais seria estragar a surpresa e diversão, por este motivo diga SHAZAM! e voe como um raio até o cinema de sua preferência.

Por Clóvis Furlanetto – Editor Dedos de Faísca

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