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Crítica: “Sing – Quem Canta Seus Males Espanta”


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Vivemos uma época em que parece que a humanidade está cada dia mais distante e isolada em seus próprios pensamentos e afazeres, mas vez por outra surgem algumas obras cinematográficas que resgatam o que há de melhor em todos nós. É o caso da nova animação que chega aos cinemas: “Sing – Quem Canta Seus Males Espanta” (Sing).

A história não poderia ser mais atual e real, e nela conhecemos Buster Moon, um empresário do mundo do espetáculo que está prestes a ter que fechar seu teatro por falta de dinheiro. E quando achava que não havia mais saída tem uma grande ideia: criar um concurso musical. Tudo vai bem até que os problemas alcançam Buster e sua equipe e só mesmo cantando para espantar as confusões que irão acontecer.

Esta animação nos transporta para uma cidade onde os animais são a população e não os seres humanos tradicionais. O que, na minha opinião, é um ponto mais que positivo, pois saímos do senso comum e estereotipado de nossa sociedade atual e podemos, como espectadores, ter uma nova visão de mundo e valores.

Somos apresentados para personagens carismáticos e diferentes entre si, que valorizam ainda mais as canções: Buster Moon (Matthew McConaughey) é um Coala, Meena uma elefanta medrosa, Gunter um pouco com excesso de confiança, Ash uma porco-espinho fêmea punk-rock, Johnny um gorila adolescente em busca da aprovação do pai e Rosita uma linda porca dona de casa e mãe que quer apenas alcançar seus sonhos.

Temos uma play list com 65 hits de artistas como Lady Gaga, Katy Perry, Frank Sinatra, Seal, Limp Bizkit, Taylor Swift e Nicki Minaj na trilha sonora. E os dubladores originais são: Tori Kelly (Meena), Taron Egerton (Johnny), Nick Kroll (Gunter), Reese Witherspoon (Rosita) e Scarlett Johansson (Ash) – no Brasil ficamos com as vozes de: Sandy, Fiuk, Marcelo Serrado, Mariana Ximenes e Wanessa Camargo.

É uma animação para se levar a família e cantar muito. Músicas como “Bad Romance” (Lady Gaga) e “Firework” (Katy Perry) são apenas dois exemplos que farão seu esqueleto remexer na poltrona. Preste muita atenção aos detalhes, pois grandes e pequenas piadas se escondem em lugares inesperados.

Tire seu microfone da gaveta, prepare sua voz e solte seu corpo, pois sua concepção de musical não será mais a mesma depois deste filme.

Clóvis Furlanetto – editor