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Crítica: Soul


Se tem alguma coisa que a Pixar nos ensina desde 1995, com o lançamento do primeiro “Toy Story”, é que animação é também um ótimo instrumento para debater assuntos sérios e de adultos, como morte, saúde mental, sentimentos, entre outros. Se duvida disso, basta assistir a “Divertida Mente”, “Viva: A Vida é uma Festa”, “Dois Irmãos” e agora o mais recente “Soul”, que já está disponível na plataforma do Disney Plus.

E mais uma vez o estúdio que pertence à casa do Mickey acerta em cheio com o seu novo desenho, já que consegue nos emocionar com uma história tocante e que nos mostra o que realmente importa na vida.

Na história, Joe (dublado por Jamie Foxx na versão original) é um professor que ensina música para crianças, em Nova York, nos Estados Unidos. O fato é que ele leva uma vida frustrada, pois não conseguiu se tornar um grande tocador de jazz. No entanto, isso muda quando recebe um convite inesperado de um ex-aluno para se apresentar junto com a saxofonista mais famosa do planeta.

Animado e distraído com sua grande chance, ele sofre um acidente ao cair em um buraco na rua e acaba morrendo. No outro plano, o protagonista começa a perceber que não aproveitou direito sua trajetória na Terra e se recusa a fazer a passagem de mundos. Nesse tempo, Joe conhece 22 (Tina Fey), uma alma que não quer viver entre os humanos e que acaba ajudando-o a tentar a consertar as coisas em sua vida.

Certamente, a amizade que nasce entre Joe e 22 é um dos pontos mais positivos do longa, pois é através dela que a trama engrena de vez, tomando rumos inesperados e divertidos. Sem contar que há algumas surpresas interessantes que não foram reveladas nos trailers e nos materiais de divulgação. Outro acerto!

Se você chorou com as obras citadas no primeiro parágrafo ou também com “Up: Altas Aventuras”, prepare-se que “Soul” também pode arrancar algumas lágrimas dos olhos. Mas calma, o filme não é só dramalhão. Há vários momentos divertidos e descontraídos, permitindo que assuntos mais pesados e delicados sejam abordados de forma mais leve e tranquila. Ótimo!

Para esse momento de pandemia e caos social que vivemos, a nova animação da Pixar é uma das coisas mais bem-vindas atualmente e merece ser vista por adultos e crianças, afinal de contas, nos ensina a olhar para o nosso interior e dar valor para aqueles detalhezinhos importantes que, às vezes, não damos a atenção necessária no nosso dia a dia.

por Pedro Tritto – Colunista CFNotícias