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Crítica: Spencer


A princesa Diana, sem dúvida, foi uma das personalidades mais visadas e admiradas. Até mesmo depois de sua separação com o Príncipe Charles chamava atenção, afinal de contas, tinha muito carisma, simpatia e atividades humanitárias e ações beneficentes que comoviam milhares de pessoas. Aproveitando esses elementos, o filme “Spencer”, estrelado por Kristen Stewart capta detalhes de três dias importantes de sua vida.

Para ser específico, o longa dirigido por Pablo Larrain narra o final de semana em que Diana vai passar o Natal com a família real, no interior da Inglaterra. Em conflito com o marido (interpretado por Jack Farthing), percebemos uma pessoa amargurada, triste e exausta com sua crise matrimonial.

Sem contar que claramente vemos alguém que não quer estar naquele local, naquele momento. Neste contexto, é perceptível que a vida de uma princesa nem sempre é aquela que vemos na TV ou nos contos de fadas.

O mais surpreendente não são os vestidos usados pela personagem principal ou o luxo da rainha e, sim, a confirmação que Kristen Stewart é o carro chefe da produção. Sua performance é notável e admirável. A cada cena, podemos captar a amargura e depressão que Diana viveu durante esse período.

Pena que as virtudes do longa param na atriz. A trama é muito parada e arrastada. Aliás, como a ideia é descrever as atividades da protagonista, a sensação é que não há um roteiro como fio condutor, ou seja, parece que a história não tem começo, meio e fim, propriamente dito. E isso deixa tudo cansativo e menos interessante.

De qualquer forma, para quem gosta dos bastidores da realeza britânica e é fã da própria Diana, “Spencer” é uma opção válida de entretimento. No entanto, é bom estar preparado para ver não somente o glamour que é vendido para o publico, mas também cenas bem fortes e dramáticas.

por Pedro Tritto – especial para CFNotícias

*Título conferido em Cabine de Imprensa promovida pela Diamond Films.