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Crítica: Starfish – Uma História de Amor Incondicional


“Starfish – Uma História de Amor Incondicional” (Starfish) é sobre a vida e suas incontáveis tragédias, pois são inúmeras as vezes que pessoas comuns têm a existência transformada por algum acontecimento nem tão especial assim.

O drama biográfico foi escrito e dirigido por Bill Clark e mostra como Nicola (Joanne Froggatt) e Tom Ray (Tom Riley) adaptaram suas vidas após o protagonista, aos 38 anos, ser atingido por uma grave doença.

O longa que narra acontecimentos que marcaram a infância de Tom, tem foco principal em mostrar a difícil reconstrução da família, após o homem perder pernas, braços e partes do rosto devido a Sepse – uma infecção generalizada que na maioria dos casos leva à morte do paciente.

Apesar de ser um filme sobre o casal, o papel de Nicola ganha muita evidência, pois ela estava nos último mês de gestação e teve que gerenciar e se responsabilizar pelas decisões médicas que envolviam a vida do marido, o parto solitário, o controle das finanças e a filha Grace que esperava ansiosa pelo pai – que já não era mais o mesmo.  Joanne Froggatt carrega a maior parte da carga emocional do filme, majestosamente.

Outro ponto interessante é que Estrela-do-mar que dá nome ao filme, “Starfish”, tem um grande significado no desenvolvimento da trama e na relação de Tom com sua filha Grace. A Estrela-do-mar ganha uma significância transformadora ela está presente no antes, durante e depois da doença de Tom.

O filme de 2016 é forte: em alguns momentos o desejo que temos é o de querer confortar Nicola, ou de sussurrar para Tom “Vai ficar tudo bem”. Em uma das cenas Nicola discursa em um evento beneficente e relata que o drama principal enfrentado pela família é que Tom é um homem comum que teve uma doença comum e desta forma seu caso não ganha apoio do governo ou de alguma outra instituição, o que torna a jornada deles muito mais difícil.

Um aspecto doloroso é a dificuldade inicial de Tom de lidar com todas as transformações sejam físicas ou internas que ocorreram em sua vida e em seu relacionamento com a esposa. No ato final, em que o casal discute a relação e joga na mesa todas as suas vulnerabilidades, caso o espectador tenha o mínimo de empatia, é provável se formar um nó na garganta.

“Starfish – Uma História de Amor Incondicional” é como eu disse no começo desse texto, sobre vida, mas também é sobre resiliência, sobre fazer dar certo, sobre ceder, sobre se desculpar, sobre deixar o vitimismo de lado e finalmente sobre família. Vale muito conferir.

por Carla Mendes – especial para CFNotícias

*Título assistido via streaming, a convite da Elite Filmes.