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Crítica: A Teoria de Tudo


ateoriadetudo001A teoria de tudo é a cinebiografia do gênio Stephen Hawking, o longa é um relato a partir da visão de Jane Hawking.  O filme é uma obra de arte, e conseguiu representar bem a história a qual se propôs a relatar.

A trama tem inicio com uma cena explicando como  Jane conheceu Stephen, como foi o momento em que os dois se encontraram pela primeira vez, fica evidente que depois daquilo os dois começaram a ter muito interesse um pelo outro.

Hawking insiste na garota e consegue levá-la ao baile, nesse momento algo mais concreto começa a existir entre os dois, Jane e Stephen passam a ser namorados. Junto com a história de amor, o lado pessoal de Hawking, corre a narrativa também de sua trajetória profissional, nos primeiros minutos do roteiro, mostrando como o rapaz sempre foi muito inteligente e já chamava a atenção desde o inicio da faculdade.

Com o passar dos minutos, não muitos, logo após apresentar os personagens importantes na vida de Hawking, a trama começa a mostrar como surgiram os primeiros sintomas da doença. De maneira muito sutil e triste o espectador vê como tarefas simples passaram a ter dificuldade de serem executadas.

 Após uma queda muito dolorosa, um ponto que marca o longa, Stephen descobre que possuí  esclerose lateral amiotrófica, o médico informa que todos os seus movimentos serão anulados com o tempo e que  a expectativa de vida para ele, a partir daquele momento, é de apenas dois anos.

A partir desse ponto o longa narra como foi a vida de Hawking com a doença, caminhando junto com o amor de Jane e a trajetória profissional. A história era uma  prato cheio para o filme ser um drama de arrancar lágrimas do começo ao fim, não que a história não seja triste, mas o foco não está em fazer o público chorar, o que torna a trama muito bela, absurdamente preocupada em mostrar um relato  fino e real.

As atuações são fantásticas,Eddie Redmayne ganhou o melhor papel de sua carreira e soube aproveitar, ele fez um Hawking muito parecido com o real, movimentos e jeitos que representam  o gênio britânico, as mudanças físicas do ator também foram sensacionais. Felicity Jones também vem muito bem como Jane, e consegue mostrar o como foi ir de uma menina cheia de expectativas a uma mulher cansada.

A teoria de tudo é um filme lindo, que conta uma história de superação, amor, dificuldades e sobre o que é a vida real, sem disfarçar detalhes nos momentos mais complicados e sem ser apelativo. O longa é emocionante, em alguns momentos bem humorado na dose certa, envolvente e muito interessante, vale a pena ir conferir nos cinemas.

por Tatiane Teixeira – Especial para CFNotícias

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