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Crítica: “Tudo pela minha filha”


“Tudo pela minha filha” (Desperate Love/Losing Lerato), dirigido por Sanele Zulu, conta a história de Thami (Kagiso Modupe), um jovem pai que entra em desespero quando as coisas em sua vida saem do controle e sua ex esposa o impede de visitar sua própria filha, Lerato (Tshimollo Modupe).

Tentando a todo custo manter um relacionamento com a criança, e sem muitas opções, Thami decide ir até as últimas consequências para conseguir o que deseja, porém, suas ações acabam colocando em risco seu futuro com Lerato.

Tem sido cada vez mais comum, assuntos como a responsabilidade afetiva e o abandono parental serem discutidos de forma mais assídua na sociedade. No entanto, não é difícil encontrarmos situações em que muitas vezes a própria mãe da criança, a proíbe de ter ou desenvolver um laço afetivo com o pai.

Embora essa pareça ser uma condição atípica, ela pode ocorrer por diversos fatores e o longa soube bem como empregá-los. O drama destacou pontos determinantes, que juntos, poderiam ter feito qualquer espectador se colocar no lugar do protagonista, afinal, superamos nossos limites por alguém que amamos.

A produção segue uma narrativa angustiante desde o início, principalmente porque observamos o desenrolar dos fatos, sem entender o motivo pelo qual determinadas ações foram tomadas. Apesar de conter certo suspense, é possível se afeiçoar ao protagonista de imediato, pois, independente das circunstâncias, é nítido o amor que Thami demonstra pela filha.

Embora certas atitudes pareçam injustificáveis, compreendemos que todas as circunstâncias conduzirão a um único desfecho. Os últimos minutos são os mais desesperadores do filme, a narrativa torna-se imprevisível, e conforme toda a história vai sendo revelada, dá para sentir o sofrimento dos personagens.

Apesar da tensão em determinadas cenas, “Tudo pela minha filha” possui uma trama emocionante. Embora esteja camuflado pela tristeza e pelo desamparo, o amor é quem dita os rumos dos acontecimentos, provando que muitas vezes diante do desespero, somos tomados pela irracionalidade, e ainda assim, acreditamos que podemos justificar qualquer ato em nome de nosso sentimento.

 por Victória Profirio – especial para CFNotícias

*Título assistido via streaming, a convite da Elite Filmes